O sumiço de placas de inauguração de obras do ex-prefeito de Campo Mourão, Augustinho Vecchi (PMDB), vai resultar em uma ação civil pública. A informação foi dada ontem à Folha pela promotora da 2ª Segunda Vara Cível, Rosana Araújo de Sá Pereira. O caso já havia merecido a abertura de um inquério civil público em abril de 95 e desde maio do ano passado a Prefeitura de Campo Mourão tinha recebido a determinação de recolocar as placas no prazo de 30 dias.
A ordem foi reforçada em dezembro, mas as placas continuam desaparecidas. ‘‘A ação vai exigir a reposição das placas’’, ressalta a promotora. ‘‘Tentamos um acordo, mas a prefeitura ignorou as determinações’’. Rosana diz também que o prefeito Tauillo Tezelli (PSDB) pode ter que responder por crime de desobediência por não ter acatado as determinações de maio e dezembro de 97. ‘‘O município tinha que ter ao menos respondido os ofícios da promotoria’’.
O sumiço dos placas foi parar no Fórum através de uma denúncia feita pela ex-presidente da Fundação Cultural de Campo Mourão (Fundacam), Regina Menin Gaertner, e pelo próprio ex-prefeito Augustinho Vecchi. Eles acusaram o então prefeito Rubens Bueno (PSDB) de ter tirado as placas de inauguração do calçadão e do parque industrial, além de uma placa de revitalização do bosque municipal e a placa da pedra fundamental do Teatro Municipal.
O caso da pedra fundamental do teatro ganhou mais repercussão. Junto com a placa, havia documentos que só deveriam ser abertos 50 anos após o lançamento, prazo que só venceria no ano 2042. No inquérito aberto pela promotoria, a prefeitura se defendeu dizendo que as placas poderiam ter sido depredadas e que elas não constavam na relação de bens do município deixada por Vecchi. Já os documentos estariam guardados na Casa da Cultura.

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