Desafios para melhorar sistema
A comerciante Glória Lima de Oliveira já decorou os dias e horários em que o caminhão da coleta seletiva passa recolhendo o lixo no Jardim Dom Bosco. ''Também já sei o que é rejeito, lixo orgânico e material reciclado. Desde o começo do programa separo o lixo de casa todos os dias e coloco nos sacos plásticos conforme o tipo do material'', afirma. Ela elogia a iniciativa da prefeitura. ''Antes a gente via um monte de lixo espalhado pela rua. Agora a cidade está muito mais limpa e organizada'', afirma.
A dona de casa Geralda Braga da Silva também aderiu ao programa. ''É tudo bem explicado e a gente sempre vê matérias informando sobre a importância de cuidar do meio ambiente. Aqui em casa até meu marido e meu filho de 10 anos separam o lixo corretamente'', enfatiza.
O diretor de Limpeza Pública do Samae, Miguel Gardini, diz que a cidade ainda enfrenta desafios na área da coleta de lixo, mas que alternativas têm sido criadas para melhorar o sistema. ''Quando nos deparamos com sacos rasgados e lixo esparramado em frente alguma residência eu entro em contato com o proprietário e explico que cada morador é responsável pela destinação do lixo. Informo que isso está previsto em leis municipal, estadual e federal e que a infração pode render multas que variam entre R$ 50 e R$ 5 mil. Nunca chegamos a multar ninguém, pois geralmetne as pessoas passam a cuidar mais do próprio lixo'', revela.
Outro impasse enfrentado pela Samae são os carroceiros. ''Ainda existem pessoas que fazem frete de lixo e jogam o material em terrenos baldios ou no Horto Florestal. Procuramos orientar e estamos criando um decreto que prevê penalidades mais severas'', diz. (M.R.)





