Maringá O novo delegado-chefe da 9 Subdivisão Policial de Maringá (9 SDP), Rogério Antônio Lopes, assume o comando com o desafio de manter o baixo índice de criminalidade do município que, com 300 mil habitantes, registrou no ano passado 15 homícidios. Delegado de 3 classe, Lopes veio de Cambará, município de 25 mil habitantes do Norte.
O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Adauto Abreu de Oliveira, disse ontem que escolheu o novo delegado baseado na ''fama'' de Lopes como bom administrador: ''Penso que Maringá precisa de um delegado com este perfil.''
Representantes de entidades de Maringá reclamaram que não foram consultados sobre a escolha. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Ariolvado Costa Paulo, a responsabilidade do novo delegado é grande porque a comunidade exige a manutenção da baixa criminalidade. O receio é de que Maringá sofra os problemas de violência enfrentados por municípios como Londrina e Foz do Iguaçu.
Para o delegado-geral, a indicação sem consulta às entidades não deve prejudicar o município. ''Se o novo comando não for bom, nós trocamos'', afirmou. Segundo ele, estas preocupações são secundárias porque o fundamental para Maringá e outras subdivisões é o aumento do número de funcionários. ''Em Curitiba temos 67 escrivães em desvio de função e muitos delegados que precisam vir trabalhar no interior.''
Lopes assume no lugar de Maurício de Oliveira Camargo, que estava no comando havia mais de três anos. O novo delegado-adjunto é Ítalo Cesar Sepa, de Jacarezinho, que ocupa o lugar de Nilson Rodrigues. Camargo e Rodrigues ainda não sabem quais as delegacias que irão assumir. Com um estilo adepto aos programas de qualidade total, Lopes acredita que poderá implantar na 9 SDP regras de bom atendimento e encaminhamento dos procedimentos policiais.

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