Como a experiência em Rolândia se mostrou eficiente, o empresário Evaldo Ulinski tenta agora mobilizar empresários de Londrina para que também contribuam com sua parcela de responsabilidade. O objetivo é combater a lista de espera em creches na cidade que, segundo levantamento recente da Secretaria Municipal de Educação, seria de mais de 3,7 mil crianças. Com o apoio da Promotoria da Vara da Infância e Juventude, Ulinski quer estimular o empresariado londrinense a reverter um percentual do Imposto Renda para as 64 entidades filantrópicas locais.
''Empresário ouve empresário'', afirmou Ulinski, esclarecendo que as empresas também ganham em contribuir com a educação infantil. ''A maior preocupação deve ser com o bem-estar de nossas crianças, mas aqui na fábrica tínhamos uma conta alta com absenteísmo (faltas ao trabalho) que foi reduzido sensivelmente'', observou. Por isso, o empresário acha que não será uma tarefa impossível arregimentar seus pares para que também ajudem para ampliar a oferta de vagas nas creches filantrópicas de Londrina.
A gerente de responsabilidade social da Big Frango, Sandra Bampi, já está contatando as entidades. As primeiras tarefas serão definir a real necessidade de vagas e saber onde trabalham os pais das crianças que não estão matriculadas. Estas empresas serão convidadas para reuniões regionalizadas, onde a proposta de parceria será apresentada. ''Vamos precisar também do apoio da prefeitura, principalmente para resolvermos a questão do transporte'', disse Ulinski.
O empresário já conseguiu, por exemplo, o apoio do Delegado Regional do Ministério da Agricultura, Juarez Santana, que vai contatar outros frigoríficos da região para contribuírem com doações de alimento.
A promotora da Vara Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, disse que está confiante de que a iniciativa também dê certo em Londrina. Mas ressaltou: ''Vai depender da participação dos empresários''. (L.A.)

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