Em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), o programa de controle populacional de animais foi implantado pela prefeitura há cerca de 30 dias. Um processo licitatório foi feito para contratar uma clínica veterinária que será encarregada das 120 castrações previstas para serem feitas ao longo de um ano. O valor do contrato é de R$ 60 mil e, além da esterilização, o município também irá socorrer e tratar animais sem dono que precisarem de cuidados médicos.
A vencedora da licitação foi uma clínica de Cambé (RMC). "Vamos cuidar do bem-estar desses animais. Aqueles que forem vítimas de atropelamento, por exemplo, vamos tratar e encaminhar para adoção", disse o diretor de Vigilância em Saúde do município, Rafael André Ferreira Dias. "Também trabalhamos a questão da conscientização sobre guarda responsável junto às escolas."
Inicialmente, serão castrados os animais acolhidos pela Associação Mundo Animal de Rolândia (Amar), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). A entidade existe há dez anos e atualmente abriga cerca de 80 animais. "Vários deles já estão castrados. Estamos começando o trabalho para fazer o controle populacional. Existe uma proposta de atender famílias carentes, mas está em estudo ainda", afirmou Dias. Ele estima em cerca de 600 o número de animais vivendo em situação de abandono no município.
A presidente da Amar, Regina Célia Cabral Rodrigues, considera importante a ajuda da prefeitura no trabalho de controle populacional dos animais abandonados. A associação tem um custo mensal de R$ 5 mil com ração, medicamento, salário de funcionário e encargos sociais. "Um voluntário da Amar sai com a veterinária da clínica de Cambé e passamos nos bairros, pegamos os animais que são cuidados pela população, mas vivem na rua e castramos. Depois esse animal volta para a rua", explicou ela.
Embora eficaz, o programa de castração, afirma Regina, não é suficiente para solucionar o problema. A presidente da Amar cobra a construção de um Centro de Controle de Zoonoses no município. "Chegamos a receber um terreno da prefeitura e começamos a comprar o material para construir o centro, mas com as constantes mudanças de prefeito, o projeto não avançou. Não sei como está a situação hoje. Aguardamos uma decisão depois das eleições municipais deste ano."

Etapas
Em Apucarana (Centro-Norte do Estado), o trabalho de controle populacional de animais em situação de rua já está consolidado e as atividades são administradas pelo canil municipal em parceria com a Sociedade Protetora dos Animais de Apucarana (Soprap). O programa de castração começou em março passado. Até agora, foram castrados 149 animais do canil, sendo 97 gatos e 52 cães. No município, o trabalho de castração não tem prazo nem há um número de castrações definidas. "Aqui o programa é vitalício e esse serviço já está previsto no orçamento do município, que inclui os custos com o canil", disse o biólogo e gestor do canil, Luan Rafael Guapuruvu.
Na primeira etapa do projeto, foram castrados os animais do canil. Na segunda fase, está prevista a castração dos animais da sociedade protetora e acumuladores, como são chamados aqueles que mantêm em casa mais de 15 animais. Um primeiro levantamento apontou cerca de dez acumuladores em Apucarana.
Antes do projeto de castração viabilizado pela prefeitura, o município já contava com uma parceria com o projeto social Amigos do Bicho para castração de fêmeas. Os recursos necessários para a cirurgia de esterilização são adquiridos com a comunidade e há o apoio do canil. Após a castração, os animais são doados.
Mais de 300 castrações já foram feitas desde 2013.

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