DESAFIO - Governo quer ajuda para melhorar o ensino
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sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
O que é o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), e de que forma ele pode ajudar a melhorar a qualidade do ensino fundamental foram as principais questões abordadas em uma palestra ministrada na manhã de ontem em Londrina por José Parente Filho, assessor da diretoria de programas e projetos especiais do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério da Educação (MEC). O evento foi organizado pelo deputado federal Alex Canziani, presidente da Frente Parlamentar da Educação Profissional do Congresso, e reuniu cerca de 60 pessoas, entre professores, secretários de educação e outros profissionais ligados à área, de vários municípios norte-paranaenses.
Com base nos resultados obtidos na Prova Brasil, uma avaliação dos alunos de 4 e 8série realizada em 2005, o MEC criou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em uma escala de 0 a 10, o Brasil tinha um Ideb de 3,4 em 2005. Segundo o assessor, a meta do governo é elevar esse índice para 6 até 2021. Até lá, a Prova Brasil vai ser realizada a cada dois anos para acompanhar os resultados. Ao todo, 22 municípios paranaenses registraram um Ideb abaixo da média nacional.
O palestrante lembrou que o trabalho em conjunto entre União, Estado, Município e comunidade é o mote do Compromisso Todos Pela Educação, um plano de metas criado por decreto em abril deste ano para melhorar a educação básica. Para participar, cada prefeito precisa assinar um termo de adesão, comprometendo-se a tomar medidas como estabelecer como foco a aprendizagem, alfabetizar crianças até no máximo oito anos de idade, combater a repetência e a evasão escolar. Ao todo, são 28 determinações.
Assinado o compromisso, o município vai realizar um diagnóstico das escolas, para então elaborar um projeto e encaminhá-lo ao Ministério. ''A prioridade vai ser dada inicialmente para as 7 mil escolas que tiveram um Ideb abaixo da média nacional, mas todos os municípios que aderirem serão atendidos'', garantiu Parente.
''O problema não é a falta de recursos na educação, mas sim a má aplicação. A criação de um conselho escolar, por exemplo, depende unicamente de articulação política, e tem um grande impacto na melhoria da educação'', avaliou, ressaltando que a existência de um controle social por parte da comunidade também é essencial para melhorar a qualidade do ensino.


