A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) estuda meios de aprimorar e tornar mais rigorosa a fiscalização, responsabilizando criminal, civil e administrativamente quem fizer o descarte irregular de resíduos. "Já conversei com a Roberta Queiroz (secretária municipal do Ambiente) e nós fomos falar com a Solange Vicentin (promotora do Meio Ambiente) porque do jeito que está não adianta correr atrás de quem está jogando lixo ao bel prazer", ressaltou o presidente da CMTU, Moacir Sgarioni. "Nós vamos fazer a limpeza do local e à medida que pegar (alguém fazendo o descarte irregular), vamos apreender o carro, a caminhonete, a carroça e levar para crime pessoal contra o infrator e para isso, quem tem mais autoridade é a Sema, então a gente vai trabalhar em conjunto."
A secretária municipal do Ambiente informou que estão sendo feitos os últimos ajustes para iniciar o trabalho integrado entre a CMTU e a Sema para tornar mais rigorosa a fiscalização e que ela seja feita de modo permanente. "Estamos montando uma estratégia de fiscalização para que seja bastante incisiva, enquadrando na lei federal de crimes ambientais, inclusive com a apreensão dos veículos utilizados no descarte irregular", disse Roberta. Os pontos de descarte irregular estão por toda a cidade. "A fiscalização deve ser bastante severa."
Sgarioni revelou estar "assustado" com o custo do lixo no município. Os seis contratos vigentes hoje – Central de Tratamento, coleta domiciliar, coleta reciclável, tratamento de chorume, varrição e vigia e monitoramento - somam cerca de R$ 40 milhões ao ano. "Curitiba tem uma central de tratamento da Região Metropolitana para tratar todo o lixo a um custo de R$ 70 a tonelada, metade do que custa para nós. Então é nisso que temos que avançar. Temos que ter uma visão de futuro porque a questão ambiental não vai retroceder. Temos que nos adequar e ser o mais eficientes possível", disse.
A taxa embutida no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), destacou Sgarioni, não paga 40% do custo do lixo no município. "Tem que revisar a planta de valores. Londrina tem hoje mais ou menos 30 mil domicílios que não pagam a taxa do lixo ou pagam uma taxinha porque não pagam o IPTU. Tem que fazer a atualização da planta e corrigir o valor, mas já foi esse ano. Para esse ano eu não tenho mais essa receita. Isso poderia ter sido feito ano passado. Não é um absurdo (o valor da correção), mas não foi feito."

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