Lon­ge de ser o ‘‘bi­cho de se­te ­cabeças’’ da Ma­te­má­ti­ca e o ‘‘­monstro’’ do Por­tu­guês, que são mui­tas ve­zes con­si­de­ra­das as dis­ci­pli­nas ­mais de­sa­fia­do­ras, as au­las de His­tó­ria têm si­do ­mais uma ta­re­fa di­fí­cil pa­ra os pro­fes­so­res, que bus­cam ino­var na di­dá­ti­ca e des­per­tar o in­te­res­se da clas­se. Is­so acon­te­ce por­que a dis­ci­pli­na é ti­da com mo­nó­to­na por mui­tos es­tu­dan­tes, por ser ba­sea­da na nar­ra­ti­va do pro­fes­sor, em tex­tos di­dá­ti­cos e (ra­ra­men­te) na trans­mis­são de um fil­me his­tó­ri­co.
  ‘‘Du­ran­te mui­to tem­po, a His­tó­ria fi­cou mar­ca­da pe­la au­la nar­ra­ti­va ba­sea­da ­mais em fa­tos, no­mes e acon­te­ci­men­tos. Is­so não vai in­te­res­sar nin­guém, por­que pre­dis­põe o alu­no a de­co­rar. Por is­so, o de­sa­fio ho­je é rom­per com es­sa li­nha tra­di­cio­nal de en­si­no e tra­ba­lhar com ou­tra ver­ten­te, que se­ria a cons­tru­ção do pen­sa­men­to his­tó­ri­co. Ho­je, a ­ideia é for­mar o ci­da­dão com ca­pa­ci­da­de crí­ti­ca, de in­ter­pre­ta­ção e de ­análise’’, apon­ta a pro­fes­so­ra Már­cia Eli­sa Te­té Ra­mos, gra­dua­da em His­tó­ria, es­pe­cia­lis­ta em Di­dá­ti­ca do En­si­no e mes­tre e dou­to­ra em Edu­ca­ção,
  A pro­fes­so­ra de His­tó­ria Eli­za­be­te To­ma­zi­ni, que ­atua há 16 ­anos em sa­la de au­la, é um exem­plo de que é pos­sí­vel con­quis­tar a aten­ção dos alu­nos com o uso de re­cur­sos sim­ples e um bom pla­ne­ja­men­to do con­teú­do.
  Pro­fes­so­ra nas tur­mas de 7º e 9º ­anos da Es­co­la Es­ta­dual Dr. Ga­briel Car­nei­ro Mar­tins, na zo­na oes­te de Lon­dri­na, Eli­za­be­te con­ta que os es­tu­dan­tes afir­mam não gos­tar da dis­ci­pli­na, mas apro­vam o ‘‘­jeito’’ que ela dá au­las. ‘‘Nun­ca fui con­for­ma­da com o ‘­decoreba’. A His­tó­ria não po­de ser vis­ta só co­mo o pas­sa­do, mas ser um con­tra­pon­to com o ­presente’’, diz.
  Pa­ra co­lo­car em prá­ti­ca es­sa teo­ria, a pro­fes­so­ra in­ves­te em ati­vi­da­des di­nâ­mi­cas. ‘‘Por exem­plo, em uma au­la de Bra­sil Re­pú­bli­ca, uti­li­zei al­guns tra­ba­lhos já rea­li­za­dos pe­la tur­ma e ­eles ti­ve­ram que mon­tar uma li­nha do tem­po. A par­tir dos no­mes que ­eles re­la­cio­na­ram, fiz uma li­ga­ção com os no­mes das ­ruas de Lon­dri­na. Com is­so, fo­ram sur­gin­do cu­rio­si­da­des e o con­teú­do foi se ­ampliando’’, ex­pli­ca.


● Disciplina escolar no Brasil desde o século XIX , é a ciência que estuda o Homem e sua ação no tempo e no espaço, analisando processos e eventos ocorridos no passado como forma de compreender o presente

● Termo utilizado para designar regime político ainda vigente no Brasil desde a Proclamação da República, em 1889, por Marechal Deodoro da Fonseca, que depôs D. Pedro II


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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