Do lado de fora se vê ossos de animais, restos de comida, garrafas, um vaso sanitário com água e larvas de mosquitos, além de restos de concreto e tijolo do pedaço de muro caído. Do lado de dentro, um mar de telhas, tijolos quebrados e um ar de final de guerra. ''Imóveis assim, onde restou somente a alvenaria, tem aos montes em Londrina. As pessoas levam o que tem de bom e deixam só a estrutura de alvenaria. Isso é um perigo! Olhe as rachaduras na estrutura. Se dá uma chuva, derruba tudo em cima de alguém ou algum carro que estiver passando'', se indigna o engenheiro Maurício Costa, coordenador do Projeto Onde Moras, que reutiliza materiais da construção civil para erguer casas para famílias carentes.
O imóvel em questão fica na Rua Norman Prochet, na bifurcação com a Avenida Leste-Oeste (Zona Leste), próximo ao Terminal Rodoviário. Antiga madeireira, há anos está desocupada. ''O problema é que não existe somente este prédio nesta situação em Londrina, são vários. Parece que de uma hora para outra as casas aparecem sem janelas e outras estruturas e ficam só no esqueleto de concreto. E vai ficando, virando criadouro de dengue e coisas piores. ''.
Costa afirma que uma alternativa para este problema é que todos os materiais da casa seja obrigatoriamente retirados no desmanche. ''No Onde Moras a gente não deixa nada. Fica o terreno vazio, porque 80% da estrutura do imóvel a gente reaproveita e o restante damos o destino adequado''.
Ele lembra que uma casa depredada - onde se encontra só a estrutura de alvenaria - é uma potencial poluidora dos fundos de vale do município. ''Se demolirem, os restos vão para o vale. A gente sabe que, diretamente ou indiretamente, isso acontece''.

Serviço - Quem quiser apoio do Projeto Onde Moras no desmanche do próprio imóvel pode telefonar para (43) 3344-2339 ou 3324-6771. A página do projeto na internet é a www.ondemoras.org.br.

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