Desabamento mobiliza bombeiros
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local
Londrina Gritos de socorro, vítimas desaparecidas, correria, sirenes, equipes de reportagem e vários curiosos em torno dos escombros de um prédio em demolição na zona sul de Londrina deram vivacidade para a simulação de um desabamento na Gleba Palhano. O cenário real na Rua João Huss foi escolhido para o treinamento dos socorristas do Corpo de Bombeiros de Londrina. Eles só foram avisados do treinamento no local do suposto acidente.
A preparação começou por volta das 7 horas, quando alunos do Curso de Formação de Soldados receberam as primeiras instruções. Os 26 participantes foram as vítimas do desastre, três deles iriam simular a morte após o desabamento. Tintas, produtos especiais, maquiagem e até miúdos de carne de frango foram colocados nos ferimentos. Líquidos simularam o sangue, que chegou a jorrar conforme o estado de saúde das vítimas.
Os alunos foram posicionados no prédio parcialmente demolido. Vigas de concreto caídas e pedaços de ferro distorcidos ajudaram a intensificar a proporção da tragédia. Com todos a postos, o major Wilson Oliveira Paulino ligou para a central do Corpo de Bombeiros e informou que o prédio havia desabado e que pelo menos dez vítimas estavam no local.
Oito veículos do Corpo de Bombeiros, entre caminhões e ambulâncias, chegaram ao local 13 minutos após a ligação. Socorristas que atuam na zona sul e na área central foram acionados. Em frente ao prédio, os profissionais foram avisados do treinamento. Os procedimentos adotados e a movimentação chamaram a atenção de quem passava pelo local e de moradores dos prédios vizinhos.
A rua foi interditada e o acesso ao local do acidente ficou restrito. Lonas coloridas foram colocadas no chão para a primeira triagem das vítimas. As equipes pegaram os equipamentos e deram início ao resgate. A chuva registrada na última quarta-feira ajudou a dificultar ainda mais a movimentação em torno do prédio.
Cada vítima fez o seu papel com os ferimentos à mostra. Uns gritaram, outros pediram ajuda, alguns tumultuaram o atendimento e três permaneceram em silêncio. "Fiquei muito assustada pela proporção do acidente. Que tragédia", disse a comerciante Solange Maria Silva.
O morador de um prédio vizinho também foi até o local para saber o que estava acontecendo. "Nossa, fiquei assustado. A movimentação foi muito intensa", contou Márcio Brandão.
Moradores e curiosos foram avisados a todo o instante por um megafone que o acidente se tratava de uma simulação, mas o fato chamou a atenção até o final da
manhã.