O estilo de vida sedentário e estimulador do estresse dos dias de hoje vem ditando as doenças que mais matam atualmente. Isso é o que comprova o levantamento feito pela Diretoria de Informações em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina sobre as causas de morte na cidade no ano passado. As doenças do aparelho circulatório somaram 32,9% do total de mortes em 2002.
Desse percentual, duas doenças são as grandes vilãs: derrame e infarto. A gerente médica da diretoria de ações em saúde, Raquel Cristina Rocha, relatou que o sedentarismo, a obesidade e o tabagismo são fatores de risco que levam a essas enfermidades. Segundo ela, esses fatores também levam à hipertensão, colesterol alto e diabetes, que aumentam as chances da pessoa ter um derrame ou infarto.
Raquel revela que 20% das pessoas acima de 18 anos e 50% das acima de 40 sofrem de hipertensão. ''Muitas pessoas desconhecem a doença porque ela muitas vezes não dá sinais'', alertou. Raquel salientou que detectar a hipertensão é simples e que várias campanhas têm sido realizadas para identificar pessoas hipertensas. ''Pressão 140 por 90 já é hipertensão'', destacou. Os velhos conselhos de praticar atividades físicas e cuidar do sal na alimentação continuam sendo as principais maneiras de evitar e controlar o problema.
O cigarro é outro grande incentivador da hipertensão e também de outra doença que ocupa o segundo lugar em mortalidade em Londrina, o câncer de pulmão. ''Ele provoca, ao longo dos anos, o endurecimento dos vasos, que piora a pressão arterial. Sem falar que entre 80 a 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados a ele'', descreveu Raquel.
''Os números nos ajudam a identificar quais são nossas prioridades e assim podemos direcionar as políticas públicas para isso'', diz o secretário de Saúde do município, Silvio Fernandes.
Além das doenças, dois fatores ligados à violência nas cidades vêm tirando a vida de muitas pessoas precocemente. Os homicídios foram responsáveis por 5,6% das mortes, seguido pelos acidentes de trânsito, com 3,6% do índice.
Para o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, a criação da força-tarefa, que une as polícias Civil e Militar mais o Ministério Público em busca de uma solução mais rápida para os crimes contra a vida, já é uma resposta da instituição para diminuir esse alto índice de homicídios, que matou 161 pessoas em 2002 e 104 este ano. ''Estávamos com um homicídio a cada 1,5 dia e agora, depois da força-tarefa, ficamos três ou quatro dias sem essa ocorrência'', salientou.
André apontou ainda que a colaboração da comunidade é de extrema importância para ajudar na elucidação dos casos. ''A informação é nossa matéria-prima, a principal contribuição pode ser feita através do disque-denúncia pelo 147'', solicitou.

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