Derosso diz que foi lamentável
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quarta-feira, 12 de maio de 1999
Dimitri do Valle 
O prefeito em exercício de Curitiba, João Cláudio Derosso (PFL), classificou a prisão dos agentes da Diretran como um incidente lamentável para todos. Derosso afirmou ainda que os agentes estavam no cumprimento das determinações do Código de Trânsito Brasileiro. Esta foi a única manifestação da Prefeitura a respeito da confusão envolvendo o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Aníbal Khury, que determinou a detenção dos dois funcionários. O prefeito Cássio Taniguchi (PFL) está em viagem ao Japão.
A assessoria de imprensa da Prefeitura informou apenas que os dois agentes de trânsito estavam cumprindo seu trabalho ao verificar a denúncia de um morador do bairro Bom Retiro que se identificou como Paulo Heney. Por volta das 14h25, Heney teria ligado para a Central de Operações da Diretran e denunciado a presença de veículos parados próximos a Assembléia. Eles estariam em áreas que servem de pontos de táxi e regiões consideradas como estacionamento proibido. Os funcionários foram apenas atender ao chamado de um cidadão, comunicou a assessoria.
Não é a primeira vez que representantes da Prefeitura adotam uma posição de cautela quanto aos atos praticados por Khury, que acabaram atingindo politicamente a administração municipal. Em agosto do ano passado, durante a discussão do projeto que anistiava o pagamento das multas de trânsito, o presidente da Assembléia, que foi o idealizador da proposta, chegou a chamar o então diretor geral da Diretran, Kasuo Sakamoto, de Fujimorizinho dos pobres. Na época, Sakamoto respondeu que não iria polemizar por causa de uma agressão pessoal. Khury questionava o rigor com que Sakamoto determinava a aplicação das multas.
Mais recentemente, durante a eleição para a mesa diretora da Câmara, Khury e Taniguchi voltaram a medir forças. Enquanto Khury declarou apoio ao vereador Éde Abib, o prefeito defendia a permanência de Derosso. Nesta, Taniguchi levou a melhor.


