Derosso critica parecer final sobre o Caso IPMC
O parecer final sobre supostas irregularidades no Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC) pode não ser aceito. Orientação neste sentido será dada pelo prefeito em exercício, João Cláudio Derosso (PFL), ao presidente da comissão especial designada para apurar o caso, o vereador Jairo Marcelino (PSB). Segundo Derosso, as denúncias do vereador Tadeu Veneri (PT), que apontam possíveis irregularidades no IPMC, têm argumentos mais políticos do que técnicos. Existem problemas que já foram detectados, mas a maioria das denúncias não procede, afirma.
O presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, João Carlos Derosso, assumiu há três dias o cargo de prefeito em exercício. Esta é a segunda vez que ocupa o posto. Em fevereiro, ele ficou uma semana no cargo. Desta vez, Derosso ficará à frente da prefeitura por 15 dias.
Em visita à Folha, ontem em Curitiba, ele comentou também o projeto para a criação da TV Câmara. Segundo o prefeito em exercício, o projeto não poderá ser concluído enquanto ele estiver na presidência da casa por causa do alto custo - cerca de R$ 1 milhão. Vivemos tempos de crise e para colocar o projeto em prática teríamos que construir outra sede, já que não poderemos fazer reformas estruturais nas instalações da Câmara pois o prédio é patrimônio histórico da cidade, disse.
Para Derosso, o projeto é de fundamental importância. Fecharíamos o ciclo de transparência no legislativo municipal. A população poderá ter mais facilidade no acesso aos seus representantes acompanhando os debates, defende. Questionado se a TV Câmara não seria um grande palanque eletrônico para alguns políticos, ele admite que há o risco, mas defende o projeto como sendo uma pilastra no fortalecimento da democracia curitibana.





