A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) investiga duas mortes por dengue em Paranaguá, de um jovem de 12 anos e uma mulher de 33 anos. Elizandra Matoso, irmã de Alessandra, de 33, conta que ela faleceu na tarde do dia 20, após receber alta do Hospital Regional do Litoral. Ela afirma que houve negligência no atendimento tanto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) como no hospital.
"Na UPA, um médico que a atendeu falou para dar uma injeção e mandar para casa, mas veio outro médico e decidiu mandar para o Hospital Regional", destacou.
Segundo Elizandra, a irmã ficou das 22 horas até as 3 horas no corredor. "Avisaram que os acompanhantes não podiam ficar com ela, mas ninguém dava notícia. A assistente social falou que isso só seria possível no dia seguinte. Só deixaram visitá-la às 16 horas, quando encontrei-a sem poder se levantar, com dificuldade para falar e com a maca totalmente encharcada", criticou. "Deram alta sem que estivesse bem. O médico que a atendeu falou que a gente podia levá-la para casa depois de avaliar o hemograma, que indicava que as plaquetas estavam em 130 mil", criticou. "Chegando em casa, coloquei-a na cama e depois de 15 minutos ela morreu."
Em nota, o Município de Paranaguá lamentou os dois óbitos e disse que eles emitem um alerta para toda a população sobre a necessidade de o Poder Público e a sociedade estarem vigilantes com relação ao combate ao Aedes Aegypti. Ainda segundo a prefeitura, fichas dos pacientes foram coletadas e enviadas à Sesa, que deverá divulgar um relatório em breve. (V.O.)

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