Dezoito horas. Este foi o tempo que durou a abertura do cruzamento entre a PR-445 e a Avenida Dez de Dezembro, na zona sul de Londrina. Logo no início da manhã de ontem, os motoristas foram surpreendidos com a "nova" alternativa de trajeto, mas por volta das 15 horas o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) optou por fechar novamente o trecho com pedras grandes e terra nos dois sentidos.
O DER-PR resolveu abrir o cruzamento por conta das férias coletivas da empresa responsável pela obra, que vai até o dia 4 de janeiro. Porém, com a justificativa de que os motoristas não estariam respeitando a sinalização do local, o que teria gerado ao menos três acidentes leves, o órgão optou por fechá-lo novamente à tarde.
"A imprudência de motoristas, que não obedeciam a sinalização, foi o que motivou o fechamento. No período em que ficou aberto, houve três batidas causadas pelo excesso de velocidade de veículos que transitavam na marginal da PR-445", diz a nota encaminhada pelo DER-PR à imprensa.
O comunicado informa ainda que "a estimativa agora é manter fechado o local e retomar as obras que faltam - calçamento e nova capa asfáltica - no dia 4 de janeiro, quando acaba o recesso da construtora que executa a duplicação".
A reportagem da FOLHA esteve no local a tempo de acompanhar a colocação das últimas pedras que fecham o cruzamento. Mesmo com o fechamento, alguns motociclistas desrespeitavam o bloqueio, aumentando o risco de um acidente.
Na parte da manhã, uma comissão formada por vereadores, o promotor Paulo Tavares e engenheiros do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), estiveram no local para analisar as condições em que o trecho teria sido reaberto.
Segundo a engenheira civil Maria Clarice de Oliveira, conselheira do Ceal, há diferença entre o que estava no projeto da obra no viaduto e o que foi executado. Diante disso, foi solicitado ao DER-PR uma explicação sobre as mudanças. "O DER tem que nos informar por que mudou, se houve diferença de custo. Às vezes, quando envolve solo, pode acontecer de ter que mudar a solução executiva", pontuou ela, acrescentando que os detalhes alterados são bastante técnicos e que o Ceal vai aguardar o posicionamento do responsável pela obra para se pronunciar.
Uma reunião foi agendada para o dia 7 de janeiro, com representantes de todos os envolvidos, para discutir o assunto.

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