DER promete detalhar obras da PR-445
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sexta-feira, 08 de janeiro de 2016
Viviani Costa<bR>Reportagem Local
Após inúmeros questionamentos feitos pelo Ministério Público, Câmara de Vereadores e Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) deve apresentar detalhes relacionados à execução do projeto de duplicação da PR-445. Em reunião realizada na manhã de ontem na sede do Ministério Público, representantes do Ceal reforçaram as dúvidas quanto a qualidade da obra e as alterações feitas em comparação com o projeto original.
De acordo com o presidente do Ceal, José Fernando Garla, as estruturas de contenção construídas como medida de segurança após o aparecimento de rachaduras no viaduto da PR-445 com a Avenida Dez de Dezembro estão entre os principais questionamentos. "O aspecto que a obra apresenta como um todo não é muito bom. As patologias que foram apresentadas no viaduto da Dez de Dezembro são as que mais chamam a atenção, mas existe uma série de patologias em todo o trecho", destacou. Os representantes das construtoras responsáveis pelos trabalhos não participaram da reunião.
Conforme técnicos do Ceal, a construção do chamado muro de gravidade, composto por pedras e argamassa, em vez da utilização do chamado solo reforçado, pode comprometer a qualidade da obra ao longo da PR-445. A técnica menos onerosa não fazia parte do projeto original de duplicação. Outro questionamento está relacionado à construção de uma trincheira e não de um viaduto no cruzamento da rodovia com a Avenida Harry Prochet. A intenção do grupo é verificar todas as validações técnicas e justificativas para as alterações.
As obras de duplicação da PR-445 começaram no segundo semestre de 2012. Rachaduras, ondulações na pista e outras irregularidades foram apontadas no decorrer dos trabalhos. O superintendente regional do DER, José Ferreira Heidgger, preferiu não adiantar as explicações sobre a obra, mas garantiu que tudo será detalhado na próxima reunião agendada para o início do próximo mês.
Heidgger, no entanto, negou prejuízos financeiros e alegou que o cronograma está sendo respeitado. "Houve algumas alterações, mas tudo será explicado nessa reunião. [
] "É uma obra que teve empréstimo do governo federal e que teve uma paralisação de um ano porque o governo federal não repassou essa verba em tempo hábil. Sem os pagamentos, a empresa não pode trabalhar. Essa extrapolação do tempo não foi pelo DER. Foi pela parte financeira que correspondia ao governo federal", justificou.
Conforme o superintendente, já foram gastos mais de R$ 100 milhões na duplicação. A conclusão das obras, que se arrasta desde o segundo semestre de 2014, ganhou novo prazo. A promessa agora é de que os trabalhos sejam finalizados até o dia 31 de maio.
O promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, e o vereador Roberto Fu também cobraram explicações do DER. O detalhamento dos projetos e da execução dos trabalhos será feito no dia 3 de fevereiro, na presença de projetistas, engenheiros e representantes da construtora e do DER.