DER promete desocupar ponte
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terça-feira, 19 de março de 2002
Vânia MoreiraEquipe da Folha 
Umuarama - O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) deve requisitar hoje força policial para liberar a praça de pedágio da ponte de Guaíra (145 quilômetros a sudoeste de Umuarama), na divisa com Mato Grosso do Sul. Aproximadamente 120 pescadores, inclusive mulheres e crianças, estão acampados na cabeceira da ponte desde segunda-feira de manhã e impedem a cobrança do pedágio. Os manifestantes exigem o pagamento de indenização pelos prejuízos que a explosão de rochas no Rio Paraná causou à pesca profissional. Cerca de 2,5 mil veículos estão passando diariamente pela praça sem pagar pedágio.
O diretor-geral do DER, Paulinho Dalmaz, disse ontem que o órgão aguardou até o final do dia a desocupação da ponte. Como isto não ocorreu, estamos tomando as providências legais para retomar a praça de pedágio amanhã (hoje), disse. O DER deve requerer judicialmente a reintegração de posse e convocar a Polícia Militar para retirar os manifestantes da ponte. Segundo Dalmaz, o prejuízo com a liberação do pedágio gira entre R$ 12 mil a R$ 15 mil por dia. Ele disse que DER não vai negociar o pagamento de novas indenizações aos pescadores enquanto não houver uma decisão judicial.
O DER fez a retirada de rochas em 1996 para abrir um canal de navegação sob a ponte. Na época, aproximadamente 600 pescadores receberam R$ 1,4 milhão em indenização, entre R$ 1,5 mil a R$ 3,2 mil para cada família. Segundo o advogado da colônia Z-13, Aparecido Martins, o DER se comprometeu a realizar um estudo depois das explosões e complementar a indenização caso os prejuízos fossem maiores, mas não cumpriu o acordo.
Há quatro anos, cerca de 350 pescadores ingressaram com uma ação no Fórum de Guaíra.


