De acordo com os estudantes de Florestópolis, dificilmente o ônibus no qual viajam é fiscalizado. Eles contam que o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) costuma fazer uma fiscalização a cada bimestre enquanto que a Polícia Rodoviária já nem pára mais o veículo.
Segundo a gerente de fiscalização do DER, Maria Elizabete Bozza, atualmente 52 fiscais trabalham na fiscalização do transporte de passageiros nas estradas paranaenses. Na região de Londrina são oito, que recebem reforço de Curitiba uma vez a cada mês. ''Aproveitamos os fiscais que temos da melhor maneira possível'', ressaltou.
Informada sobre o caso de Florestópolis, ela diz que essa é uma situação corriqueira no Paraná. ''Superlotação é menos comum, mas outras irregularidades, como a cobrança de valores por clandestinos ou prefeituras, acontece com mais frequência. A administração pública não pode usar um veículo público para uma atividade comercial. Infelizmente, não podemos fazer a fiscalização todos os dias'', lamentou. A multa para casos como esse é de R$ 2.599,00.
O capitão Sidnei Fernandes Garcia, comandante da 2Companhia de Polícia Rodoviária, explica que a diversidade de serviços impede que a polícia faça uma fiscalização mais rigorosa com o transporte de estudantes. ''Todas as prefeituras daquela região mandam ônibus para Londrina. Não somos coniventes com as irregularidades. O ideal é que os próprios usuários nos procurem e denunciem'', destacou o capitão.
O secretário de Educação de Florestópolis, José de Azevedo, disse que a administração municipal está consciente da situação, que ele classifica como preocupante e desgastante. ''Só não paramos este ônibus porque os alunos não deixam. Compramos esse veículo com recursos próprios e estamos batalhando para comprar outro'', comentou.
Segundo Azevedo, o salário do motorista e parte do custo com o combustível são pagos pela prefeitura. A prefeitura tem ainda mais um ônibus que leva outros 50 estudantes para Jandaia do Sul e cidades vizinhas.(W.S.)

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