Ao contrário do que declarou o governador Jaime Lerner, o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Paulinho Dalmaz, disse que não haverá mudanças nas tarifas de pedágio. Dalmaz afirmou que qualquer mudança nos preços só será feita se as concessionárias decidirem, independentemente, negociar uma redução.
Ontem, o diretor da Ecovia, Ademar Rodrigues Alves, disse que a empresa se opõe a qualquer alteração na tabela. ‘‘Não será possível diminuir preços, pois compromete o andamento do cronograma de obras e investimentos’’, avisou Alves, um dia depois do protesto de caminhoneiros na BR-277.
O diretor da Ecovia disse que 60% da receita gerada nas praças de pedágio na BR-277, cerca de R$ 2 milhões, vem de caminhões. ‘‘Se mexermos nisso, vamos ter que adiar a construção do viaduto na avenida Rui Barbosa’’, afirmou. Segundo Alves, as concessionárias ainda não conhecem o impacto gerado pela isenção dada aos caminhões que transportam a safra.
A Associação dos Postos de Combustíveis de Paranaguá comunicou que vai continuar os protestos nas praças de pedágio se o governo não negociar. Para a próxima semana, está previsto o bloqueio de um posto de pedágio por 12 horas.

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