Álbum de famíliaPrisão estrangeiraRosemary Garcia, presa desde maio de 96 A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados entrou na campanha pela libertação da telefonista londrinense Rosemary Garcia Ferreira, de 29 anos, que está presa em Assunção, no Paraguai, sob a acusação de tráfico internacional de drogas.
A deputada Dalila Figueiredo (PSDB-SP), integrante da comissão, disse ontem em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, que o grupo está marcando uma audiência com os ministros da Justiça, Íris Rezende, e das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, para pedir agilidade no processo de apresentação da defesa de Rosemary.
‘‘Acredito na inocência dela e na Justiça paraguaia’’, afirmou a deputada à Folha. ‘‘Há indícios de que ela tenha sido vítima de uma quadrilha internacional de traficantes’’. Ontem, a deputada encerrou uma visita a cinco presídios paraguaios para verificar a situação de presos brasileiros naquele país.
Coordenadora de Comissão Externa de Direitos Humanos da Câmara, Dalila Figueiredo afirmou que o objetivo do encontro com os dois ministros é pedir agilidade no processo de tramitação da ‘‘carta rogatória’’ - documento jurídico em que deverão ser ouvidas as dez testemunhas apresentadas pela defesa de Rosemary. Todas essas testemunhas moram em Londrina.
Ney de SouzaVisita a presídiosDalila Figueiredo: confiança na Justiça
Como Rosemary está em prisão estrangeira, a tramitação da rogatória é feita por meio dos ministérios de Relações Exteriores de Brasil e Paraguai. Segundo o advogado Jorge Custódio Teixeira - irmão da telefonista - que acompanhou a deputada Dalila Figueiredo e o reverendo Romeu Olmar Klich, representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) na visita aos presídios paraguaios, a ‘‘rogatória’’ de Rosemary foi enviada ao Brasil em fevereiro.
Rosimary Garcia Ferreira foi presa no dia 4 de maio do ano passado, no aeroporto de Assunção, capital paraguaia, quando embarcava para a Espanha com 4 quilos de cocaína presa ao corpo com fita adesiva. Segundo a versão sustentada por ela e pela família, Rosimary foi vítima de uma quadrilha internacional de traficantes que a teria obrigado, sob ameaça de morte, a transportar a droga. ‘‘Ela foi usada como isca para que os traficantes pudessem passar a droga’’, afirmou seu irmão.
Rosimary está detida no Presídio Feminino Bom Pastor, em Assunção. De acordo com seu irmão, ela disse que está sendo bem tratada na prisão e recebendo atenção do Consulado do Brasil.

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