A comissão de deputados federais formada para tentar solucionar a invasão do Parque Nacional do Iguaçu e a reabertura da Estrada do Colono, promoveu uma audiência ontem à tarde no Espaço das Américas, em Foz do Iguaçu. Todos os segmentos envolvidos no impasse participaram, mas até o final da tarde de ontem não havia definição.
Os deputados sobrevoaram o parque pela manhã. Formam a comissão os deputados federais José Sarney Filho (PFL), Gilney Viana (PT), Nelson Meurer (PPB), Werner Wanderer (PFL), Roque Zimermann (PT) e Luciano Pizatto (PFL). Uma comissão de depuatodos estaduais também participou.
Durante a audiênica, o representante do Ministério Público, Neviton Guedes, propôs que seja firmado um acordo de valor jurídico e legal entre o Ibama e os manifestantes. No acordo, a estrada seria fechada para o tráfego e o Ibama teria um prazo estipulado para concluir o Plano de Maneejo do parque. Segundo Guedes, os invasores permaneceriam nas extremidades da estrada mas não poderiam liberar o tráfego. Se o Ibama não cumprir o prazo, responderá judicialmente.
O deputado federal Sarney Filho, coordenador da comissão, disse que a proposta do MP é o início de uma série de discussões que podem levar à solução do problema. ‘‘Uma coisa é certa, a decisão judicial tem que ser cumprida’’, disse. O diretor de ecossistemas do Ibama, Ricardo Soavinski, disse que o órgão aceita a proposta feita pelo MP. Segundo ele, são necessários cerca de sete meses sem tráfego na estrada para que o Ibama possa concluir o Plano de Manejo.
O presidente da Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec), Marcos Paganini, afirmou ontem que o MP já tinha feito a mesma proposta há um mês e os moradores não aceitaram o acordo. ‘‘A população não aceita mais acordos com o Ibama’’, disse.
A estrada corta o parque ligando Serranópolis do Iguaçu a Capanema. O trecho tem 17,6 km e encurta a ligação das duas cidades em 120 km. Os moradores e políticos da região alegam que com o fechamento da estrada os municípios tiveram a economia ativa estagnada. A estrada estava fechada desde 1986 por decisão da Justiça. Cerca de 200 pessoas permanecem acampadas no local com a finalidade de manter o tráfego aberto.

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