Na próxima segunda-feira, os deputados federais Padre Roque e Flávio Arns (PSDB-PR) deverão retornar ao Paraná para continuar investigando o chamado ‘‘pedágio da morte’’ na PCE. Eles querem ouvir familiares dos presos mortos e agentes penitenciários. ‘‘Há um problema prisional seriíssimo dentro da PCE. Mas ainda não evidenciamos a existência do pedágio da morte’’, afirmou Padre Roque. ‘‘Temos que ouvir as famílias dos presos mortos para que a gente possa saber efetivamente no que o Sistema Penitenciário está falhando’’, afirmou Arns.
Um dos problemas já detectados e que deverão fazer parte do relatório final da comissão é a falha no entrosamento entre a Secretaria de Segurança Pública, Departamento Penitenciário, Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Sindicato dos Agentes Penitenciários, Pastoral Carcerária e familiares dos presos.
Os deputados federais deverão ainda fazer uma visita à PCE para verificar ‘‘in loco’’ as dificuldades vividas pelos presos. ‘‘De repente sairemos de lá tendo certeza de que existe o pedágio. Ou de que não existe nada efetivamente neste sentido. A não ser o abandono das prisões’’, destacou Padre Roque. Eles ainda chamarão os deputados estaduais da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa para que iniciem as investigações deste caso. (L.P.)

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