Os deputados que investigam a prostituição infantil na fronteira criticaram o Consulado Brasileiro em Ciudad del Este. Segundo a deputada Dalila Figueredo, houve ‘‘desinteresse’’ das autoridades brasileiras. ‘‘Eles não deram a importância que a questão merecia’’, afirmou.
A deputada disse que os advogados contratados pelo consulado para defender brasileiros no Paraguai tentaram convencer os membros da comissão de que não havia meninas brasileiras nos prostíbulos da região. ‘‘Como o consulado pode confirmar isso se nós pudemos constatar a existência de centenas de meninas nessas condições?’’, questionou.
Dalila criticou também a falta de sigilo com que foram realizadas as investigações. Quando a comissão visitou o consulado, anteontem, as autoridades brasileiras acharam necessário encaminhar ao governo paraguaio pedido de autorização judicial para dar batidas nas boates. A deputada acredita que isso comprometeu o resultado das investigações.
O cônsul brasileiro em Ciudad del Este, Ernesto Ferreira de Carvalho, afirmou estar surpreso com as críticas. ‘‘O tráfico de meninas é considerado pelo consulado um problema tão grave quanto o tráfico de drogas e de armas’’, disse. Segundo o cônsul, a necessidade de pedir autorização ao governo paraguaio era uma maneira de dar segurança aos deputados. (V.D.)

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