Deputados falam em 22 assassinatos
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terça-feira, 17 de outubro de 2000
De Curitiba 
A Comissão Nacional dos Direitos Humanos recebeu informações de que 22 assassinatos, entre os dias 11 de março e 30 de maio, teriam ocorridos em circunstâncias especiais. Oito deles, de acordo com a CPI Estadual do Narcotráfico, podem ter relação com o uso ou tráfico de entorpecentes e ainda podem estar relacionados com a passagem da CPI Nacional do Narcotráfico pelo Paraná.
Dos oito casos apresentados, dois chamaram a atenção do presidente da comissão, Marcos Rolim (PT-RS). Um deles foi o assassinato de Maurício de Oliveira, 25 anos, no dia 11 de março. Oliveira foi preso por tráfico de drogas e pagou uma pena de um ano e três meses de prisão. Ele chegou a procurar a CPI Nacional, mas acabou sendo dispensado por falta de tempo.
O corpo de Maurício de Oliveira foi encontrado num matagal no bairro do Tatuquara, em Curitiba, com diversos tiros de escopeta. Tentamos falar com a família dele. Fomos informados que todos estão com muito medo e estão sendo ameaçados, declarou o deputado estadual Ricardo Chab.
O outro caso que chama a atenção é o da dupla execução ocorrida em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 8 de abril. H.R.S.J., 15 anos, foi assassinado e o seu órgão genital foi cortado. L.S., 17 anos, também foi assassinado com brutalidade.
As informações da CPI contradizem os dados repassados pela Secretaria de Segurança. O secretário José Tavares admitiu a possibilidade de execução de apenas duas supostas testemunhas. O preso Paulo Fernando de Miranda, que era testemunha contra o empresário Joarez França Costa, o Caboclinho; e Joel de Souza, assassinado em Cascavel, que tinha envolvimento com desmanche de veículos.
Tavares encaminhou oficio à CPI Nacional solicitando os nomes das pessoas que teriam sido vítimas do narcotráfico no Paraná.(L.P.)


