Curitiba - O deputado federal Íris Simões e seu irmão, deputado estadual Carlos Simões (PTB), emitiram nota oficial na noite de segunda-feira, negando envolvimento com a suposta quadrilha de roubo de cargas, comandada por Mário Fogassa. Conforme a nota, assinada pelo advogado dos deputados, Elias Mattar Assad, ''não tem o menor fundamento fático, nem qualquer validade jurídica essa tentativa de envolvimento de seus nomes com pessoas supostamente ligadas a práticas ilícitas, nem lhes foi propiciado qualquer direito de defesa, registrando-se que não foram denunciados formalmente como bem observou o Ministério Público, ou seja, contra suas pessoas não há ação penal''.
A emissão da nota foi motivada pela denúncia do Ministério Público de Rio Negro, que cita o deputado Carlos Simões. Segundo a denúncia, Simões teria usado sua influência política para beneficiar o líder da quadrilha, Mário Fogassa, que está foragido. Na nota, o advogado alega ainda que a Promotoria de Rio Negro não tem competência legal para investidar deputados de acordo com o que prevê a Constituição federal e a estadual.
A nota reafirma que não existe nenhuma conexão entre os deputados e atividades ilícitas e que as tentativas de vinculação de seus nomes com a quadrilha têm cunho visivelmente político, para tentar denegrí-los junto aos seus eleitores neste final de campanha. Segundo o advogado, os parlamentares ''buscarão na Justiça responsabilizar todas as pessoas que direta ou indiretamente tenham articulado tamanha maldade''.
Também existiam boatos de que a Promotoria de Investigações Criminais (PIC) teria apreendido armas na chácara de propriedade dos parlamentares, mas a PIC não confirma essa informação. Ontem, com o apoio de uma equipe da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial), a PIC cumpriu novos mandados judiciais. Essas ações têm sido realizadas desde sexta-feira. Dezenas de armas e equipamentos eletrônicos já foram apreendidos, mas o coordenador geral da PIC, Ramatis Fávero, ainda não pode divulgar informações mais detalhadas, como locais investigados e nome de proprietários.

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