O plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem por unanimidade a criação de uma Comissão Especial para estudar e propor soluções para os problemas causados pelo tráfego de trens em Curitiba e Região Metropolitana. A comissão será composta por sete veradores, que serão indicados pelos partidos dentro de 15 dias. A equipe terá seis meses para apresentar relatório sobre a problemática da malha ferroviária. Segundo o vereador André Passos (PT), que propôs a criação da comissão, seis pessoas foram atropeladas por trens desde o começo do ano. Duas pessoas morreram.
Passos disse que o principal objetivo da comissão será analisar a questão da segurança nas ferrovias. A intenção, reforça, será buscar soluções para os problemas enfrentados pelos moradores. Barulho, riscos de atropelamentos e acidentes nos cruzamentos são algumas das dificuldades. A comissão também quer propor a regulamentação de uma lei que determine limite de decibéis (medida do som) atingidos pelo apito do trem. Passos alerta que estudos comprovaram a exposição ao barulho e apito do trem podem provocar problemas auditivos.
Segundo o vereador petista, pelo menos 13 bairros de Curitiba e RMC são afetados por esses transtornos. Uma das propostas da comissão, segundo adianta Passos, será desviar a ferrovia. Projeto semelhante foi proposto pelo prefeito Cassio Taniguchi em abril do ano passado e tramita no Ministério dos Transportes. O presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Paulo Kawahara, explicou que o desvio do ramal ferroviário seria construído a Oeste de Curitiba. ‘‘Mas é um projeto caro, que custaria em torno de R$ 70 milhões’’, avaliou Kawahara.
Entre Curitiba e Almirante Tamandaré (RMC) existem 61 cruzamentos. Cerca de 100 linhas de ônibus atravessam as ferrovias nesse perímetro. A América Latina Logística (ALL), concessionária da malha ferroviária da Região Sul, registrou no ano passado sete atropelamentos e 16 abalroamentos nessa região. A média de acidentes no ano passado foi de 1,9 por mês.

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