Depois de analisar as condições dos asilos de Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, representada pelos deputados padre Roque Zimmermann e Marcos Rolim (ambos do PT) fizeram vistoria ontem em Londrina, acompanhados por integrantes da Vigilância Sanitária e da Secretaria do Idoso.
Cinco casas foram visitadas ontem de manhã e a inteção era passar por outras à tarde. A primeira foi a Londrisaúde, que ficava na zona norte da cidade onde foi interditada no início deste ano e reaberta recentemente no Jardim Petrópolis. Segundo a proprietária, Lídia de Souza e Silva, o local tem 240 metros quadrados, quatro funcionários e 12 idosos. Às 9h30, um cheiro forte de urina se misturava com o de fritura, apesar de o almoço ser sevido somente às 11 horas.
A casa tem uma horta nos fundos, mas apenas uma escada dá acesso ao local. ''O lugar não é adequado, não tem espaço para os idosos caminharem, não tem fisioterapeuta e nem enfermeira responsável. Ainda estão providenciando os papéis para regularizar a situação, mas enquanto isso, os idosos ficam sem atendimento adequado'', disse a secretária do Idoso, Maria Ângela Santini. A proprietária acredita que vai levar pouco mais de um mês para tomar essas e outras providências necessárias, como colocar corrimão nas paredes e tela nas portas e nas janelas, arrumar a farmácia e encapar travesseiros e colchões.
Na Casa de Repouso Iracema (Jardim Antares), segundo asilo a ser visitado, a comissão esperou, na rua, cerca de 15 minutos para ser atendida. A proprietária, Marlene Oliveira, só abriu o portão quando padre Roque ameaçou interditar o local caso não pudesse entrar. O lugar abriga oito pessoas (três deles não idosos), mas tem vagas para 12, o que representaria uma superlotação caso fossem preenchidas. Segundo o deputado Marcos Rolim, a legislação prevê somente oito lugares em casas desse tipo. Mas há outras irregularidades.
''Não há prontuário no local da medicação e nem indicação médica para os remédios. A maioria são pacientes com sequelas de AVC (acidente vascular cerebral) e deveriam ter um atendimento específico. Não há piso antiderrapante'', observou Marcos Rolim. De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária em Londrina, Marcelo Viana de Castro, a Casa de Repouso Iracema está respondendo processo na Vigilância Sanitária, que ainda não definiu as penalidades a serem aplicadas.
Segundo a secretária do Idoso, no Asilo Maranata, Vila Sian, terceira casa vistoriada, a situação é boa. Já no Lar Oliveira, Jardim dos Estados - interditado no Parigot de Souza e reaberto há quatro meses - foram encontradas várias irregularidades, principalmente no que se refere à estrutura física. A Vigilância Sanitária deve fazer uma nova inspenção no local esta semana.

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