Os deputados federais paranaenses Flávio Arns (PSDB) e padre Roque Zimermann (PT) vão denunciar ao Minstério da Justiça, Ministério Público Federal e à Comissão de Direitos Humanos da Câmara a situação em que vivem os presos do contêiner-prisão na delegacia provisória de Fazenda Rio Grande e nas duas ‘jaulas’ em Almirante Tamandaré, cidades da Região Metropolitana de Curitiba. A decisão foi tomada ontem pela manhã durante vistoria nas duas delegacias. ‘‘Vamos rediscutir o plano prisional do Paranᒒ, disse Arns.
Na segunda-feira, os deputados se reúnem com representantes dos órgãos responsáveis pelo sistema carcerário do Estado para reivindicar a remoção de presos condenados que estão cumprindo penas em delegacias para o complexo penitenciário. A intenção é diminuir a superlotação nas cadeias públicas. ‘‘A situação em que vivem os dez presos aqui no contêiner-prisão é mais segura, porém mais degradante’’, afirmou Padre Roque.
Na delegacia improvisada de Almirante Tamandaré, a situação dos detentos também é lastimável. Lá, 23 presos dividem o espaço de 18 metros quadrados em duas jaulas de nove metros quadrados que ficam dentro de uma casa pré-fabricada. O espaço é tão pequeno, que para caber todos os presos, alguns ficam pendurados em redes e outros sentados em vasos sanitários. ‘‘O Estado está cometendo um crime contra estas pessoas’’, disse Padre Roque.
Conforme o delegado de Almirante Tamandaré, Rogério Haisi, os presos que vivem nas jaulas há um ano devem ser removidos para a nova delegacia em 15 de agosto, quando estarão prontas as obras. Conforme ele, a nova delegacia só está sendo construída graças a uma parceria entre a prefeitura da cidade e empresários.
Dos 39 presos de Fazenda Rio Grande, dezenove já foram condenados e esperam vagas no sistema Penitenciário. Dos 23 trancados nas jaulas de Almirante Tamandaré, oito já receberam sentença.

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