A comissão de deputados federais que vai intermediar uma solução para a invasão do Parque Nacional do Iguaçu e a abertura da Estrada do Colono, chega hoje à tarde a Foz do Iguaçu. Os deputados seguem ainda hoje para o parque.
Está confirmada a vinda dos deputados federais José Sarney Filho (PFL-MA), Gilney Viana (PT-MS), Franco Montoro (PSDB-SP). Também devem integrar a comissão os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Antonio Brasil (PMDB-PA) e a senadora Marina Silva (PT). O diretor de ecossistemas do Ibama, em Brasília, Ricardo Soavinski, e um grupo de deputados paranaenses também acompanham a comissão.
Segundo o deputado Gilney Viana, a comissão vai se inteirar da situação para emitir parecer sobre a reabertura da estrada. ‘‘Estaremos no local para ouvir todas as partes envolvidas e faremos uma avaliação. Só assim saberemos se é possível uma mediação parlamentar para o caso’’.
A intenção da comissão é fazer uma avaliação geral do parque e não apenas da estrada. ‘‘Vamos observar também as relações das comunidades com o parque, se a legislação ambiental está sendo seguida e faremos uma análise sobre a economia dos municípios da região’’, ressaltou.
A comissão pretende ainda evitar que o Ibama cumpra a determinação da Justiça e utilize as Forças Armadas para fazer a desocupação do parque. Se a comissão de deputados não tiver condições de intermediar uma solução, o Ibama já avisou que vai acionar as polícias e até o Exército para retirar os invasores do local.
O Movimento Amigos do Parque Nacional do Iguaçu, que coordena a reabertura da Estrada do Colono, pretende entregar à comissão e também enviar à Unesco uma série de documentos sobre o parque e a estrada. Os documentos contêm dados sobre as perdas econômicas que o fechamento da estrada causou aos municípios da região e dados ambientais do parque.
A Estrada do Colono tem 17,6 km dentro do parque ligando Serranópolis do Iguaçu a Capanema. Ela foi reaberta no dia 11 de janeiro por mais de 500 pessoas. A estrada estava fechada por determinação judicial desde 1986. Em 97, os moradores mantiveram a estrada aberta por 19 dias e só desocuparam o local depois que o Ibama fez um acordo de que iria concluir até dezembro o Plano de Manejo do parque.

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