Deputado sugere utilização do Funrejus
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quarta-feira, 30 de agosto de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
O líder da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado Nereu Moura, sugeriu que a conclusão das obras do Fórum de Curitiba seja custeada pelo Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário (Funrejus), criado há dois anos. Cerca de R$ 36 milhões são necessários para terminar o edifício, que hoje é um esqueleto de concreto abandonado no Centro Cívico há nove anos. O parlamentar diz que os recursos do fundo já são empregados na construção de fóruns das comarcas do interior do Estado.
Seria uma alternativa para terminar a obra, disse Moura. Ele é defensor de um novo estudo para constatar o aproveitamento da estrutura. Tem que se fazer uma avaliação sobre a viabilidade de uso. O deputado observou que o dinheiro do Funrejus pode não ter sido empregado por causa das pendengas judiciais. A Construtora Coteli, de Curitiba, que ergueu a estrutura, quer indenização do governo por danos morais. O Estado também exige da empresa ressarcimento por falhas técnicas que teriam comprometido a construção.
Moura criticou a maneira como os desembargadores que passaram pela presidência do Tribunal de Justiça conduziram o problema. Todos que assumiram prometeram terminá-la e até agora nada. Nem a criação do Funrejus deu força para concluir a obra. Moura disse que o futuro Fórum poderia acabar com a falta de espaço das varas cíveis e criminais de Curitiba. Enquanto isso a Justiça do Paraná paga altos valores em aluguel, comparou.
O deputado quer apurar o caso na Assembléia. Poderíamos montar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar quem é o culpado. O líder do PMDB disse que o trabalho da comissão iria apurar a obra desde a gestão do governador José Richa (1983-87), quando a construção foi iniciada, passando pelas administrações de Alvaro Dias (1987-91), Roberto Requião (1991-95), e Jaime Lerner, além dos atos do TJ. São necessárias 28 assinaturas para formar a comissão, que teria que contar com o aval da bancada governista (maioria na Casa). Moura acha que consegue convencer os colegas. A CPI tem caráter despolitizado, pois abrange a todos.


