Deputado sugere APA para Iguaçu
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quarta-feira, 22 de novembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
O Rio Iguaçu, o maior do Estado, pode se transformar em Área de Proteção Ambiental (APA). Tudo vai depender da aprovação de um projeto de lei do deputado federal Luciano Pizzatto (PFL). A pretensão do parlamentar é criar condições para assegurar a proteção e o desenvolvimento sustentado ao longo dos 950 quilômetros do rio, que nasce na região de Curitiba e vai até a fronteira com a Argentina.
Pizzatto justifica no projeto que se a APA do Iguaçu for criada, o País vai ter a chance de estabelecer um corredor ecológico para garantir a sobrevivência das espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção. O projeto proíbe a implantação de novos focos de pastoreio, escavações, uso de biocidas, atividades industriais e despejo de efluentes e detritos na margem do Iguaçu.
Depois de ler o projeto do deputado, o ambientalista José Álvaro Carneiro louvou a iniciativa, mas acha difícil que ela saia do papel. Ele diz que não basta apenas criar as unidades sem a perspectiva de investimentos que estes santuários ecológicos possam receber. Carneiro diz que a APA de Guaratuba não recebeu recursos financeiros do Estado.
Em âmbito federal, o ambientalista lembra que o Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba, também não recebeu qualquer incetivo financeiro de Brasília para dispor de uma estrutura que o proteja. É uma goleada contra a natureza. Estes APAs são apenas linhas sobre o papel. O Luciano Pizzatto deveria lutar por mais verbas e outros projetos que foram prometidos há cinco anos ou mais, diz.
Carneiro estimou que só para medir toda a extensão da APA do Iguaçu seriam necessários cerca de US$ 1 milhão. A Folha tentou contato no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, com os departamentos de Biodiversidade e de Criação de Unidades de Conservação, mas os especialistas estavam em reunião.


