Luciana Pombo
O deputado estadual Irineu Colombo (PT) disse ontem que a Estrada do Colono jamais será fechada, como querem os ambientalistas. De acordo com ele, existe uma resistência civil para que o local continue aberto, mesmo diante das inúmeras liminares conquistadas por setores ambientalistas. ‘‘Não adianta lutar pelo fechamento de uma estrada que beneficia cerca de um milhão de pessoas’’, argumentou.
No entanto, o deputado faz duras críticas à ocupação desenfreada da Estrada, que prejudica a fauna e a flora do Parque Nacional do Iguaçu. ‘‘Acho que precisamos dar as mãos e buscar projetos sérios para que haja um controle ambiental na região’’, afirmou.
A Estrada do Colono tem 17,5 quilômetros de extensão e une as cidades de Serranópolis do Iguaçu a Capanema. O trajeto pode ser feito com o pagamento de uma tarifa de ônibus de R$ 3,50. Antes da reabertura, lembra Colombo, eram percorridos 180 quilômetros para se chegar de um ponto a outro, passando por sete municípios e pagando cerca de R$ 15,00 de tarifa.
Um estudo feito na região mostrou que os prejuízos com o fechamento da estrada por onze anos chegam a R$ 3,8 milhões. Com a reabertura da rodovia, circulam diariamente pelo local 200 carros, em períodos de pico o número chega a 380 carros.
O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, disse ontem em Curitiba que o Ministério do Meio Ambiente ainda não tem qualquer parecer oficial sobre o Parque Nacional do Iguaçu e a reabertura da Estrada do Colono. Segundo ele, as medidas adequadas deverão ser tomadas no mês que vem, quando o plano de manejo da área estiver concluído. Carvalho participa do 5º Congresso e Exposição Internacional sobre Florestas (Forest 99).

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