O deputado Nereu Moura (PMDB) entrou ontem no Ministério Público Estadual (MP) com uma representação contra o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho. O peemedebista quer que o MP investigue a licitação da qual a empresa Larami Diversões e Entretenimentos saiu vencedora para o serviço de videoloterias do Paraná. Moura suspeita de irregularidades no processo de escolha na vencedora. O Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar) é ligado à Secretaria de Governo. ''A licitação está totalmente correta. Se o deputado quiser, ele que venha buscar as informações aqui no meu gabinete'', disparou o secretário.

No documento encaminhado ao MP, Moura diz que ''causa estranheza'' o fato de o registro da Larami ter sido feito na Junta Comercial no dia 20 de junho, ''pouco antes do prazo final para a entrega das propostas''. Outro questionamento feito pelo deputado é em relação a matéria publicada pela Revista ''Carta Capital'' sobre o assunto. A revista revela que Fernanda Macedo Pereira Guimarães filha de Eduardo Lopes Pereira Guimarães, coordenador do cerimonial do governo é a representante legal da empresa Argentina Boldt, sócia da Larami.

Campêlo disse que, no último dia 12, entregou ao Ministério Público Federal todos os documentos relativos à licitação para operacionalização das máquinas de videoloteria do Estado. O material também foi encaminhado, de acordo com o secretário, à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Segundo o Palácio Iguaçu, desde que o processo de concorrência começou, foram suspensas três liminares e indeferidas outras duas liminares contra a licitação.

Moura decidiu procurar o MP depois que seu pedido de informações sobre a licitação foi rejeitado pelo plenário da Assembléia. ''Ele tem que aceitar o que a maioria decidiu'', reclamou Campêlo. Campêlo disse que ''gostaria de saber quais são os interesses que o deputado Nereu Moura tem ao questionar uma licitação que já foi reconhecida como legal em juízo e também junto ao Tribunal de Contas''.

Segundo o Palácio Iguaçu, a exploração do sistema de videoloterias vai render pelo menos R$ 30 milhões ao Estado nos próximos cinco anos. Os recursos, de acordo com o governo, serão investidos em obras sociais.

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