Deputado quer fim do posto em Irati
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quarta-feira, 04 de março de 1998
Cristine Pieske 
Albari RosaPosto na BR-277 em São Luiz do Purunã, já está sendo construídoO diretor de Concessões da Secretaria de Transportes, André Fialho, descartou ontem a proposta do deputado estadual Toti Colaço (PMDB) de retirar um dos postos de pedágio que serão instalados próximos a Irati. Na segunda-feira, a Assembléia Legislativa aprovou um requerimento do deputado - que é nascido em Irati - pedindo que os postos sejam retirados para não prejudicar os moradores da região. A proposta ainda terá de passar pela avaliação da Secretaria de Transportes para que então seja posta em prática. Segundo Fialho, no entanto, não há qualquer chance de que o governo concorde com o pedido do deputado.
Os postos estão sendo construídos com base em um estudo de viabilidade técnica, e os argumentos do deputado estão todos equivocados, diz Fialho. No seu requerimento, o deputado Colaço diz que a iniciativa privada, responsável pela recuperação das rodovias, não tem o direito de cobrar pelo tráfego em rodovias construídas pelo governo. Quem pagou a construção das estradas foi o povo do Paraná, e não é justo que todos tenham que voltar a pagar para usá-las, afirma Colaço.
A cobrança de pedágio ao longo das rodovias que fazem parte do Anel Integração, previsto para iniciar em maio, tem gerado muita polêmica. Os agricultores reclamam do encarecimento do transporte de produtos agrícolas e acreditam que terão prejuízos na hora de comercializar as mercadorias. Os produtores de soja que utilizam o Porto de Paranaguá para escoar a produção calculam que terão custos adicionais de frete próximos a R$ 12 milhões.
O deputado e líder do governo, Valdir Rossoni, diz que os gastos que os paranaenses terão com os pedágios irão ser compensados com a economia na manutenção de veículos e no tempo de viagem. Segundo o deputado, a privatização das estradas é a única maneira de manter o ritmo de industrialização do Paraná. Para Colaço, as estradas do Paraná deveriam ser recuperadas pelo governo, o que permitiria que o uso das rodovias fosse gratuito. Essas estradas custaram milhões aos cofres públicos e o povo precisa ser beneficiado, defende Colaço.


