James Alberti e
Israel Reinstein
De Curitiba
O deputado Edson Praczyk (PL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Paraná, quer que a casa cobre satisfações do governo do Estado, do secretário da Segurança Pública e dos chefes das polícias Civil e Militar sobre os excessos nas ações das polícias, em especial quanto aos casos relacionados pelo Fórum Contra a Violência. Uma cópia do relatório do fórum foi enviado à Praczyk por Elisabetha Zanella, mãe do estudante Rafael Zanella.
‘‘Pretende-se cobrar satisfação seja do governador, do secretário da Segurança ou dos chefes da polícia Militar e Civil sobre os desrespeitos aos direitos dos cidadãos, em especial, nos casos apresentados pelo fórum’’, disse. No dossiê entregue ao deputado, existem versões das famílias e da promotoria pública sobre o assassinato de 12 pessoas. O deputado disse acreditar que entre as duas versões está a verdade.
Somente em um dos casos do dossiê os acusados não são policiais. Os autores do crime seriam, conforme o documento, integrantes de um grupo de skin head. Em oito casos, os acusados são policiais militares. Em três, são policiais civis. ‘‘É obrigação da polícia e do governo do Estado dar satisfações’’, disse Praczyk. ‘‘Quem não deve, não teme e tem dar explicações olho no olho’’, afirmou.
No caso da morte do estudante Rafael Zanella, o deputado acredita que os culpados devem ser condenados pela morte e pela farsa armada para relacionar o nome de Rafael com o consumo e tráfico de drogas. ‘‘A polícia jogou na lama o nome de um jovem, apresentando provas adulteradas’’, disse. O deputado também cobrou providência para afastar os acusados do serviço que desempenham junto à comunidade. ‘‘É preciso saber porque as pessoas envolvidas no caso não foram afastadas ou dispensadas dos serviços de rua’’, disse.

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