Uma brincadeira terminou em confusão no final da noite de anteontem, no bairro São Lourenço, em Curitiba. Por volta das 22h30, o promotor de eventos Carlos Alberto Greber, 38 anos, resolveu ir até a casa do deputado estadual Algaci Tulio (PTB), presidente da CPI estadual do Narcotráfico, e simular a entrega de um caixão.
Ele estava num veículos ‘buggy’ vermelho placas ADT-8707, de Curitiba. Ele tocou a campanhia e chegou a dizer que tinha uma encomenda, mas ao perceber a movimentação, deu a ré no carro e saiu. ‘‘Ele parou o carro na garagem e falou da encomenda. Achei que era uma brincadeira quando vi o caixão, mas fiquei assustado quando ele deu ré no carro’’, descreveu um cabo eleitoral da campanha de Jane Gonçalves (mulher de Algaci Tulio), candidata a vereadora em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba.
A dona de casa Lorena Bueno, amiga de Jane Gonçalves, disse que a primeira reação foi de revolta. ‘‘Fiquei com muita raiva. Fomos atrás dele. Tive vontade de colocá-lo dentro do caixão’’, declarou indignada. Para a delegada Margareth Alferes Motta, titular do 4º Distrito Policial, a situação não merece inquérito policial. Ela lavrou um termo circunstanciado por ameaça, apesar de acreditar na versão dada por Carlos Alberto Greber. ‘‘Ele promove bailes de terror e estava com o caixão no carro. Ficou preso porque estava muito embriagado. Ele disse que quis apenas fazer uma brincadeira’’, ponderou.
O próprio deputado estadual Algaci Tulio não acredita em tentativa de intimidação. ‘‘Ele é um pobre coitado. Acho que acabou sendo vítima de uma disputa, uma aposta entre amigos’’, afirmou. A mulher do parlamentar acredita na hipótese de disputa política por causa das eleições de Almirante Tamandaré. ‘‘Acho que isto tem que ser investigado. Pode ter ligações com minha disputa política, estou sofrendo ameaças’’, considerou ela.
Carlos Alberto Greber tem passagem pela polícia por envolvimento com jogo de bicho e lesões corporais. Ele foi liberado ontem pela manhã, sem precisar pagar fiança, e não quis falar com a imprensa. Um amigo dele, que não quis ter o nome divulgado pela reportagem, contou que esta era uma prática comum de Carlos Alberto. ‘‘Na semana passada, ele foi levar o caixão na minha casa. Ele é muito brincalhão. Principalmente quando bebe’’, complementou. (L.P.)

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