As brincadeiras das crianças não são mais as mesmas. Com a sofisticação dos brinquedos, os pequenos passaram mais a admirar do que usar os objetos para se divertir. O psicanalista Léo Cardon diz que esse impressão faz parte da história. ‘‘Toda geração se sente sanduíche e costuma tratar do assunto com saudosismo’’, comenta.
O deputado federal Rafael Greca diz que a imaginação é o melhor do mundo infantil. ‘‘Numa história contada, por exemplo, a criança tem a chance de criar o cenário, o que não acontece vendo televisão, onde a imagem está pronta’’, comenta. Greca lembra com saudade da infância que teve na casa do avô, Manoel Valdomiro de Macedo, que lhe contava histórias de Curitiba e do Paraná.
Mas a madrinha do político, Francisca Greca, também teve uma participação importante em sua vida. ‘‘Ela me fazia instigar a vontade de conhecer’’, lembra. Segundo Greca, foi Francisca quem lhe ensinou a ler e escrever. Com a ajuda de um quadro negro instalado no quarto de costura da casa do avô, ele foi alfabetizado aos 5 anos.
‘‘Dizem que eu chorava porque achava que nunca conseguiria escrever meu nome completo, que é Rafael Valdomiro Greca de Macedo’’, conta.
PoesiaA escritora Helena Kolody relata que sua infância, vivida em Três Barras, município que hoje pertence a Santa Catarina, foi o ‘paraíso’. Na poesia ‘‘Saga’’, do livro ‘‘Sinfonia da Vida’’, ela mostra em versos como foi criança. ‘‘Vim de meu berço selvagem, lar singelo à beira d’água, no sertão paranaense. Feliz menina descalça, vim das cantigas de roda, dos jogos de amarelinha, do tempo do era uma vez’’.
Helena Kolody diz que as crianças de hoje não têm infância. ‘‘Vivendo como passarinhos trancadas em apartamentos, elas não têm rios para nadar, campos para correr’’, comenta. Segundo ela, vivendo presos, os pequenos acabam tendo apenas uma vida cerebral, sem emoções. (A.R.)

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