Deputado de Cascavel reconhece erro
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Depois de enfrentar críticas de várias entidades classistas de Cascavel, o deputado-radialista Tiago de Amorim Novaes (PPB) decidiu apresentar pedido de desculpas de forma indireta por agressões verbais que fez contra o tenente-coronel Ailton Lino da Silva, comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM). As agressões ocorrerem em dias seguidos, em seu programa policial na Rádio Capital, e, no dia 17, em entrevista que deu a um programa na SOT, emissora de televisão a cabo.
Tiago chamou repetidamente o comandante do 6º BPM de cachorro, safado, bundão, imbecil, quadrilheiro e incapaz para comandar a tropa. Em Carta Aberta ao Povo de Cascavel, que está distribuindo e leu ontem na emissora de rádio, ele disse que cometeu um destempero, porque estava irado com investigação feita pela PM sobre carros sem placas que ele utiliza, um de sua propriedade e outro da Assembléia Legislativa (AL). Segundo o deputado, nada há de irregular na documentação dos carros.
A retirada das placas teria servido para despistar autores de ameaças anônimas à sua integridade física. Mesmo dizendo ter se sentido humilhado e vilipendiado com a investigação, o deputado-radialista afirma que, como todo ser humano está à mercê de riscos, por isso é que me reparo. De minha parte dou por encerrada a polêmica, afirmou. Mas em nenhum trecho da Carta Aberta pede desculpas formais ao comandante do 6º BPM, que estuda a possibilidade de mover ação por danos morais.
Ailton Lino da Silva deve estar amanhã na Assembléia Legislativa para relatar o caso e apresentar gravações dos programas no rádio e na televisão a cabo. Está previsto pronunciamento do deputado Geraldo Cartário (PSL), que tem laços familiares com Silva, e a presença de representantes de todas as unidades da PM no Estado, mobilizados pela Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares do Paraná, em solidariedade ao comandante. A Subseção de Cascavel da Ordem dos Advogados do Brasil pediu à Assembléia processo para cassação de Tiago de Amorim Novaes por falta de decoro parlamentar.





