A epidemia da cólera invadiu a Assembléia Legislativa. Os deputados estaduais passaram a tarde ontem discutindo a gravidade da doença, que se alastra pelo litoral, e criaram uma comissão especial para acompanhar os desdobramentos da epidemia. Amanhã, às 11 horas, os deputados pretendem se deslocar para Paranaguá, foco da contaminação.
Algaci Túlio (PTB) será o coordenador da comissão, que é integrada ainda por outros cinco parlamentares com base eleitoral fixada no litoral. São eles: Ângelo Vanhoni (PT), Hidekazu Takayma (PFL), Marcos Isfer (PFL), Nelson Justus (PTB) e Luiz Carlos Alborghetti (PFL). Os nomes dos deputados foram anunciados ontem mesmo, no final da sessão.
Na viagem de amanhã, os deputados pretendem ouvir a direção da extinta Cagepar, hoje Águas de Paranaguá, a empresa responsável pelo tratamento e conservação da água no município.
‘‘A rede de água é muito precária. Precisamos saber o que tem sido feito em termos de tratamento e conservação’’, observou Algaci Túlio. O deputado disse que a comissão é suprapartidária - razão pela qual não se respeitou a proporcionalidade das bancadas - e que ‘‘ninguém está querendo tirar proveito político da desgraça alheia’’.
A oposição passou a tarde acusando o governo do Estado pela epidemia. O líder do PMDB, Orlando Pessuti, diise que o governo demonstra vontade em conter a epidemia, porém não pode ficar repassando a responsabilidade pelo caos sanitário de Paranaguá para a extinta Cagepar. O alerta veio 15 minutos depois de o líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), ter dito que a qualidade da água não é responsabilidade da Sanepar, mas da Águas de Paranaguá.
Ângelo Vanhoni criticou duramente a troca de acusações entre governo e Prefeitura de Paranaguá.

mockup