Depredação gera maioria de queixas em Ouvidoria
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quinta-feira, 29 de março de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
A Ouvidoria Municipal de Maringá registrou em janeiro deste ano um aumento de quase 50% de reclamações em relação ao mesmo período do ano passado. A maioria das reclamações é referente à falta ou depredação da iluminação pública, seguida por falta de roçada nos terrenos baldios e entupimento de bueiros.
De acordo com o ouvidor Eugênio Popovitz, o maior problema é que a prefeitura tem um acúmulo do ano passado de quase três mil pedidos para troca de lâmpadas. Ele diz que em dezembro de 2000, a prefeitura fazia em média nove reposições de lâmpadas por dia. Este ano estão sendo feitas 100 trocas por dia. A expectativa da Secretaria de Meio Ambiente, conforme Popovitz, é de que até o final de abril todas as solicitações de troca de lâmpadas acumuladas desde o ano passado sejam atendidas. A partir da regularização dos serviços, a estimativa é de que as trocas de lâmpadas sejam feitas no prazo máximo de 72 horas após a reclamação, diz.
Em janeiro do ano passado, a Ouvidoria Municipal registrou 536 reclamações. Este ano, no mesmo período, foram registradas 1.038. Em fevereiro foram 900 reclamações. Popovitz acredita que a mudança de governo está motivando os moradores a voltar a denunciar, reclamar e fazer sugestões na ouvidoria. Muitas pessoas que hoje nos procuram, dizem que desistiram de reclamar no ano passado porque os problemas demoravam para ser solucionados, afirma o ouvidor.
Outros campeões de reclamações também são os buracos no asfalto, e falta de abrigo para ônibus urbanos. Problemas que não competem à ouvidoria também são relatados com frequência. Segundo Popovitz, há muitas reclamações sobre brigas entre vizinhos. Nestes casos, a ouvidoria indica o órgão que pode ajudar as vítimas. Tem muitas pessoas que não sabem nem que existe o juizado de pequenas causas e acabam nos procurando, afirma Popovitz.


