Depredação de ônibus é rotina em Londrina
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quinta-feira, 14 de abril de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Apedrejamento, destruição de lanternas e campainhas viraram rotina para as empresas de transporte coletivo de Londrina. Na madrugada de ontem, quatro veículos da empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) foram alvos de vândalos. ''Isso acontece quase toda a semana'', conta o diretor da TCGL, Gildalmo Mendonça.
Na madrugada de ontem, os alvos foram dois ônibus que levavam passageiros para a Exposição Agropecuária e Industrial (Zona Oeste) e dois ônibus que iriam para o terminal do Conjunto Vivi Xavier, na Zona Norte. Segundo informações do supervisor de Transportes e Terminais Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU), Alex José Luciano, os veículos da Exposição tiveram as janelas das saídas de emergência retiradas e os outros que iriam para a Zona Norte foram apedrejados ao passar pela Avenida Winston Churchill.
O motivo de tanto vandalismo é desconhecido pelos administradores das duas empresas que operam na cidade, TCGL e Francovig, mas os prejuízos também são ''pagos'' pelos usuários. ''Quando algo é quebrado, o ônibus tem que ir para a garagem, diminuindo o número de veículos em trânsito. O que pode resultar em atrasos de linhas'', explica o gerente da TCGL. Mendonça contabilizou 170 atos de vandalismo no ano passado, o que resultou em um prejuízo de R$ 160 mil para a empresa.
Só este ano a TCGL já registrou 45 ocorrências do tipo, o equivalente a R$ 16 mil gastos em consertos. A assessoria de imprensa da Francovig informou que gasta mensalmente uma média de R$ 5 mil em reparos. A linha 210, que leva ao Jardim União da Vitória, na Zona Sul, é a mais crítica. Segundos dados da assessoria, os maiores problemas são causados pelas pessoas que pegam carona nas traseiras de ônibus. ''Os usuários é que deveriam cuidar dos veículos para o melhor conforto deles'', aconselha Mendonça.
A reportagem da Folha tentou contato com o presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, para saber se havia alguma medida a ser tomada, mas foi informada que ele estava viajando. Já a responsável pelo setor de Planejamento de Trânsito, Rosimeire Suzuki, não atendeu o celular. A maioria das ocorrências não é informada à polícia.


