Depósitos eram usados para brigas de galo
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segunda-feira, 05 de agosto de 2002
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Paranaguá - Em menos de 15 dias a Polícia Florestal descobriu três depósitos onde eram feitas clandestinamente rinhas de galos. O último foi descoberto no domingo à tarde, na Vila do Povo, em Paranaguá, no Litoral paranaense. Noventa e três galos de briga foram apreendidos no local.
Três deles estavam machucados por causa das brigas. De acordo com as informações repassadas pelo comandante do Terceiro Pelotão Florestal, Daniel Piculski, o dono da rinha, Joaquim Marques, foi autuado conforme o artigo 70 da Lei Federal 9.605/98. Ele terá que responder por crime ambiental e pagar uma multa de R$ 20,6 mil.
A primeira audiência de Marques está marcada para quinta-feira no Fórum de Paranaguá. As aves foram deixadas sob a responsabilidade dele. Apesar de ter sido nomeado como fiel depositário dos galos, Marques não poderá vendê-los ou executar qualquer outra atividade com os animais, sob pena de ser preso em flagrante delito.
As outras duas apreensões de galo de briga foram feitas na semana passada, em Curitiba. A primeira apreensão foi de cerca de 50 galos no Alto Boqueirão, zona sul da cidade. A segunda foi de outros 30 galos, no Prado Velho, região central.
De acordo com balanço divulgado ontem pelo comandante do Batalhão da Polícia Florestal, tenente-coronel Ivan Vidal Graczik, de dezembro do ano passado a julho deste ano houve 13 ocorrências. Vinte e seis pessoas foram presas e 150 galos apreendidos. Fomentar rinhas entre animais é crime ambiental, de acordo com o tenente-coronel. Denúncias de maus tratos de animais podem ser feitas ao disque-denúncia mantido pela Polícia Florestal no telefone (0xx41) 383-1176. (Colaborou Leandro Donatti)


