Dois mil e duzentos quilos de maconha, cocaína, crack, lança-perfume. É esse o peso estimado de toda a droga que está apreendida no depósito da Polícia Federal (PF) em Londrina esperando autorização da Justiça para ser incinerada.
Segundo o delegado da PF, Sandro Viana dos Santos, a última destruição aconteceu em novembro do ano passado, quando viraram cinza em um autoforno da região mais de 860 quilos em entorpecentes. ''De lá para cá, já acumulamos mais do que essa quantidade em apreensões'', apontou o delegado.
Somente neste ano, contando com a de ontem, foram três grandes apreensões de drogas realizada apenas no posto policial de Rolândia cidade que, como Londrina, fica na rota do tráfico entre o Paraguai e São Paulo e a quinta registrada em menos de 20 dias na região. No total, as cinco apreensões somam mais de 400 kg de entorpecentes, entre maconha e crack. ''Deste volume, estimamos que 40% seria vendida em Londrina. O restante tinha São Paulo como destino'', completou Santos.
O delegado comentou que não entende a demora da Justiça em liberar a destruição de substâncias entorpecentes apreendidas. Ele argumentou que a medida de destruir a droga apreendida apenas quando o processo contra o acusado transita em julgado é pouco prático porque, com a demora, o material acaba acumulando nos depósitos das polícias. Em média, a autorização judicial para incineração, segundo a PF, não sai antes de um ano e meio após a apreensão.

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