Curitiba Quarenta e oito horas depois do vendaval que atingiu Curitiba e região metropolitana, o dia ontem foi de muito trabalho para os peritos das seguradoras, que receberam inúmeros pedidos de ressarcimento pelos estragos provocados pela chuva. Somente uma seguradora prestou mais de 50 atendimentos, entre segunda-feira e ontem. Os principais prejuízos foram destelhamentos e entupimento de calhas e, por consequência, alagamento das casas.
O levantamento de quanto a empresa terá que ressarcir aos segurados ainda dependia da avaliação da perícia. O gerente de seguros da empresa, André Antunes, disse que que 90% dos segurados que tiveram prejuízos moram em casas. Ele acredita que, hoje, novos pedidos serão feitos. Ontem pela manhã, máquinas da prefeitura ainda retiravam granizo das ruas.
Dono da Malharia Resultado, Elon Marcos Ferreira, decidiu começar o trabalho de recuperação por conta, paralelamente à negociação com a seguradora. O vendaval derrubou uma das paredes de sua empresa e ele não poderia esperar pela burocracia, deixando o local vulnerável. O empresário calcula um prejuízo de R$ 500 mil, entre maquinários e produtos danificados. Segundo ele, só deve conseguir retomar as atividades em 15 dias. Além dos estragos no maquinário, ontem, sua empresa continuava sem energia elétrica, que foi restabelecida somente no final do dia.
O drama da falta de luz ainda atingia, na manhã de ontem, cerca de 2 mil domicílios, principalmente nos bairros Mercês, Pilarzinho e Santa Felicidade, os mais atingidos pelo vendaval. Segundo a assessoria de imprensa da Companhia Paranaense de Energia (Copel), a demora no restabelecimento da energia nesses locais se deu porque a empresa teve que refazer trechos inteiros da rede elétrica. No início da noite, 300 residências ainda permaneciam no escuro. A expectativa da Copel era que o abastecimento se normalizasse ainda na noite de ontem.
No aeroporto internacional Afonso Pena, o avião cargueiro peruano DC-10 que derrapou ao aterrissar na noite de domingo, continuava na cabeceira norte da pista principal. A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) chegou a anunciar, pela manhã, que o avião seria removido até o final da tarde, mas isso não ocorreu.

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