Mais de 50 pessoas participaram ontem do primeiro arrastão de limpeza contra o Aedes aegypti, na zona leste de Londrina. A região é a campeã em número de infectados pela dengue com 112 dos 122 casos confirmados pelo Laboratório Central (Lacen). A operação começou no Jardim Monte Cristo, onde prossegue hoje. Na próxima semana, chegará aos jardins Marabá e Santa Fé.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) cedeu três caminhões para carregar o lixo que foi retirado dos quintais pelos próprios moradores. ''O número de doentes fez as pessoas perceberem que o mosquito também vive aqui e que precisa ser eliminado. Estamos satisfeitos com a cooperação, mas sabemos que esse cuidado tem que ser contínuo. Por isso, vamos programar reuniões no bairro todos os finais de semana para discutir o assunto'', disse Valter Martins, presidente da Associação de Moradores do Monte Cristo.
Enquanto voluntários e funcionários da CMTU carregavam o lixo para o caminhão, agentes de combate à dengue e do Programa Saúde da Família (PSF) passavam de casa em casa orientando a comunidade. Segundo o supervisor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Alfredo Gonçalves, dos 549 casos suspeitos registrados em Londrina este ano, cerca de 70% estão na região leste. ''O tipo de vírus em circulação, o descuido com a limpeza e a precariedade no abastecimento de água são as principais razões dessa concentração'', argumentou. No total, foram levados dois caminhões, ou cerca de 8 toneladas de lixo do bairro apenas nos trabalhos de ontem.
A região norte, que no ano passado foi a área mais atingida pelo mosquito Aedes aegypti, até agora registrou somente dois casos de dengue. Na classificação geral, ela está em terceiro lugar empatada com a região sul. Em segundo lugar, está a região oeste com cinco casos e, em último, a área central com apenas um. ''Temos agentes de saúde realizando o trabalho educativo em toda a cidade. Nos locais onde há casos supeitos, o carro fumacê passa por cinco semanas seguidas (num raio de 300 metros) até que o resultado do exame seja conhecido. Paralelamente, as equipes do Saúde da Família fazem uma busca ativa em áreas onde há vivem os doentes'', garantiu Gonçalves.
Os principais sintomas da doença são febre, dor de cabeça e nas articulações. Em alguns casos, podem surgir também manchas, vômito e diarréia. Esses sinais aparecem, normalmente, entre cinco e 10 dias após a infectação. Qualquer dúvida ou suspeita deve ser notificada no posto de saúde mais próximo. (Colaborou Fábio Galão)

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