Dos cinco filhos de dona Idalina, três se casaram. Apenas Roseli e Eliane ainda moram com ela. Os três irmãos que conseguiram o diploma de curso superior agora enfrentam o problema típico dos formados: o desemprego. Eliane, que fez secretariado executivo, afirma que perdeu a conta do número de empresas aonde entregou currículo.
''Se a empresa é pequena, eles vêem que sou formada na UEL, sei falar francês, espanhol, inglês. Acham que tenho formação demais e ficaria caro me contratar. As grandes empresas exigem experiência comprovada em carteira de trabalho. Como se o estágio não tivesse valido nada'', desabafa.
Roseli está trabalhando num projeto da Fundação de Esportes sediado na UEL, patrocinado pela Sercomtel. A remuneração é pequena e ela sonha em ser chamada para trabalhar como professora do estado em Cambé ou para dar aulas na rede municipal de ensino de Londrina, duas funções para as quais obteve boas colocações em concursos públicos. ''Espero ser chamada até ano que vem'', diz ela.
João é auxiliar de enfermagem na prefeitura de Londrina, e diz que o emprego possibilita que (apenas) por hora ele não pense em encontrar oportunidade na área de educação física. ''Penso em fazer uma pós-graduação ano que vem. Me esforcei muito, quero trabalhar na área na qual me formei. O importante é não desistir com as dificuldades''. Como ele bem sabe, batalhas sucedem batalhas. (F.G.)

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