Motoristas de táxi de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, vão fazer uma manifestação hoje à tarde pelas ruas centrais da cidade, até a prefeitura municipal, pedindo aumento do policiamento. O protesto acontece em função do quinto assalto registrado este mês contra taxistas em São José dos Pinhais, que deixou gravemente ferido o motorista Marco Antonio Nogaroto, 25, que continua internado no Hospital São José.
Marco Antonio recolheu um passageiro no sábado à tarde, em frente à Delegacia de Polícia de São José. ‘‘Logo que ele entrou eu vi que estava drogado ou bêbado, porque estava tremendo muito. Mas aceitei a corrida e por pouco não morri’’, contou ontem Marco, que foi operado ainda no sábado e se recupera no hospital. Ele descreveu o bandido como um rapaz de cor clara, jovem (entre 17 e 18 anos), com um brinco.
A corrida seria do centro até a Vila Afonso Pena, mas na hora de pagar a corrida o bandido teria ‘‘se enrolado muito, simulando que ia tirar o dinheiro da meia’’. ‘‘Quando ele pediu para descer eu já sabia que era um assalto. Ele puxou a arma da cintura e disse que era assalto, mas ele estava fora do carro e deu tempo de eu arrancar no gás’’, relatou Marco, que foi atingido por um disparo sob a axila direita, que saiu abaixo do estômago. Ele conseguiu dirigir até o Corpo de Bombeiros, onde foi socorrido por uma viatura do Siate. Marco Antonio tinha R$ 60,00 no bolso e conseguiu escapar sem entregar o dinheiro.
Em São José, o clima é de revolta e medo entre os motoristas de táxi. O condutor Ernesto Tavares, que está ajudando a organizar o protesto de hoje, contou que no sábado retrasado a vítima dos assaltantes foi seu sobrinho, Jair Tavares, que levou uma tijolada e depois foi esfaqueado por um assaltante. ‘‘O que nós estamos criticando é o desleixo da polícia com os taxistas, porque quando fazem blitz não páram os táxis para saber se está tudo bem ou se motorista não está sob ameaça’’, disse Ernesto Tavares.

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