Depois de quatro assaltos, sindicato proíbe funcionamento do Banestado
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quarta-feira, 29 de janeiro de 1997
Paulo Ubiratan 
Por medida de segurança, o Sindicato dos Bancários de Londrina não vai mais permitir o funcionamento do posto do Banestado, localizado na rua Serra da Graciosa, no jardim Bandeirantes (zona oeste). A medida foi tomada na segunda-feira à tarde, após o posto ser assaltado pela quarta vez. Conforme a diretora do sindicato, Odete Thomaz de Aquino, os três funcionários estão traumatizados, sem as mínimas condições de trabalhar e o local não possui nenhuma segurança contra roubo.
A permissão para o posto voltar a funcionar só será dada após o banco preencher os requisitos de segurança, como porta especial na entrada e câmeras internas de televisão. A prerrogativa do sindicato impedir o funcionamento de um posto bancário que não apresente segurança está prevista no acordo coletivo da categoria.
Ladrões levaram
R$ 7,6 mil do
banco e dos clientes
que estavam na fila
Testemunhas contaram que os ladrões usaram de violência e levaram R$ 7,6 mil do banco e clientes. Os ladrões fugiram no carro Santana, cor verde, roubado do advogado Joaquim de Matos Silva Neto. O advogado foi deixado amarrado na Mata do Godoy, no patrimônio Regina (zona sul).
O assalto ocorreu por volta das 14h30, quando quatro homens armados invadiram o posto. Na ocasião, os ladrões dispararam tiros contra funcionários e fugiram dando tiros para o ar. Uma funcionária, que não quis se indentificar, contou que teve a infelicidade de passar pelos quatro assaltos do posto (dois ocorridos este ano e dois no ano passado). Segundo ela, nenhum dos assaltos foi tão violento quanto este último. A quadrilha roubou dinheiro dos caixas e dos clientes, inclusive objetos pessoais e jóias de quem estava na fila.
Nem minha aliança escapou. Fui obrigada a entregá-la para os ladrões, afirmou Suzana Lopes da Silva, que estava na fila do caixa esperando para pagar a conta de luz. O advogado Silva Neto contou que os quatro ladrões estavam em duas motos quando roubaram seu Santana, no centro da Cidade. Armados com revólveres, dois deles o obrigaram a levá-los até a Mata do Godoy. Segundo o advogado, durante o trajeto ele foi ameaçado de morte por diversas vezes.


