Depois de motonetas, PM quer helicópteros
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quarta-feira, 26 de setembro de 2001
Israel Reinstein<br> De Curitiba 
A Secretaria de Segurança Pública quer criar o Grupo de Operações Aéreas, para dar apoio às atividades das polícias Militar ou Civil. O projeto prevê a utilização de helicópteros que irão fazer o patrulhamento ou auxiliar os bombeiros nas grandes cidades como Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa. Porém, a proposta - que prevê a compra ou aluguel de aeronaves - ainda não recebeu a autorização do Palácio Iguaçu para se concretizar.
Uma das razões que impedem que o projeto saia do papel é o custo do investimento inicial. A estimativa da assessoria militar da Secretaria de Segurança Pública é que cada helicóptero custe para os cofres estaduais US$ 3,5 milhões. Ou, em uma versão mais barata, sejam locados a R$ 80 mil por mês. Mas o assessor militar, coronel Antônio Carlos de Paula Ribas, considera que a criação do grupo os custos seriam compensados pela vida de pessoas salvas.
''O Paraná é o único Estado abaixo do Piauí em que as polícias Militar e Civil não possuem este equipamento'', disse. Ribas cita que São Paulo é o estado com o maior número de aeronaves, totalizando 14. Já os dois Estados do Sul possuem dois helicópteros, sendo que os policiais catarinenses devem ganhar outros dois nos próximos meses. ''E, para um Estado de Primeiro Mundo, isso não é aceitável.''
Atualmente, a Polícia Militar vem usando o helicóptero da Casa Militar, vinculado à Governadoria do Estado, para operações de apoio realizadas durante a temporada de verão. ''Mas as aeronaves não têm autonomia de vôo e resistência para operar nestas atividades de socorro'', disse.
O coronel Ribas disse que fosse preciso transportar uma pessoa doente do Litoral para Curitiba, a aeronave teria dificuldade para subir a serra. Fora isso, há outra irregularidade nos serviços de apoio no Litoral - uso de pilotos civis. ''O Ministério da Aeronaútica pode advertir o governo paranaenese'', disse.
O coronel acredita que a criação do grupo aéreo não deverá ser abandonado, como aconteceu com as motonetas e câmeras de vídeos. ''Quando se usa um equipamento percebesse as vantagens dele na segurança pública'', afirmou.
Se receber autorização do governador Jaime Lerner (PFL), a Polícia Militar já teria estrutura para operar o Grupo de Operações Aéreas. Dois oficiais foram treinados pela Marinha, sendo que outros dois resolveram a pagar cursos de pilotagem. Além disso, um hangar foi cedido pela Infraero (órgão que gerencia a aviação nacional) no aeroporto Afonso Pena.


