Uma nova massa de ar polar formada na Argentina põe fim às chuvas e provoca mais frio e geada em todo o Paraná a partir da madrugada de hoje. De acordo com o Simepar, o instituto de meteorologia, o município de Palmas (Sudoeste) registrará a menor temperatura do Estado. A mínima prevista é de -4 graus centígrados, com máxima de 7 graus.
Em Guarapuava, a mínima estimada é de -3 graus, máxima também de 7 graus. Em Curitiba e em Ponta Grossa, a mínima deverá ficar em -2 e a máxima em 10, nas duas cidades. Em Foz do Iguaçu, também faz frio, entre -1 grau e 12 graus. Na região de Londrina, onde se concentra a produção de café do Estado, a mínima prevista pelo Simepar ficará em torno 0 grau, com máxima de 14 graus.
Maringá também ‘acorda’ gelada. A temperatura mais baixa estimada pelo Simepar ontem prevê para hoje mínima de 1 grau e máxima de aproximadamente 16 graus. A massa de ar polar argentina também deve resfriar todo o Litoral, onde o frio é pouco comum. As temperaturas devem oscilar entre 7 e 14 graus.
O dia fica ensolarado em todo o Estado. A frente fria que trouxe chuvas para diversas regiões no sábado deslocou-se para São Paulo e Rio de Janeiro, ainda ontem, dando lugar para à massa polar. A menor temperatura ontem foi em Palmas: -1 grau. Guarapuava (0º), Cascavel (1), Curitiba, Ponta Grossa e Foz (3) e Londrina (6). A máxima registrada ontem foi em Paranaguá, 12 graus. O Simepar informou ainda que as geadas serão fortes na maioria das regiões, exceto na divisa com o Mato Grosso do Sul e Serra do Mar.
Segundo o meteorologista Itamar Adilson Moreira, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), a tendência era de geadas em toda região norte, onde estão concentradas as lavouras de café. ‘‘A probabilidade é que as geadas sejam mais fracas que as últimas, mas a temperatura está caindo rapidamente’’, disse ontem à tarde.
O Iapar e a Secretaria Estadual de Agricultura (Seab) ainda não têm um levantamento sobre os estragos provocados pelas geadas da semana passada. Moreira não descartou a possibilidade de ocorrência da ‘‘geada negra’’ em razão do vento forte na região de Londrina. Segundo ele, o vento diminui o orvalho e o frio acaba provocando o congelamento da seiva da planta.
A geada também provocou estragos no hortifrutigranjeiros. Na região de Curitiba, elevou, na semana passada, os preços das verduras. A couve-flor estava em média 50% mais cara no mercado atacadista. Outros produtos como aipin, alface, batata, tomate e maçã vermelha também tiveram seus preços elevados.
Doenças Apesar de o levantamento não estar concluído, o Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba vem registrando aumento nos atendimentos em função do frio. A prefeitura estima que dobrou o número de doentes nos postos de saúde. Os médicos estão atendendo muitas crianças e idosos com problemas respiratórios. A maioria dos diagnósticos aponta para gripes, resfriados e infecções respiratórias.
A diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Karin Luhn, informou que as mães estão levado os filhos com febres ou dificuldades respiratórias. Normalmente, acontecem 30 mil atendimentos dos postos de sa© úde. A estimativa é que o número passe de 60 mil nesses dias de frio e geadas. O setor de inalação já estava lotado na sexta-feira.(Colaborou Israel Reinstein)

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